Cade: Liquigás pagará multa de R$ 65 mi e Ultragaz de R$ 2 mi

O acordo encerra duas investigações de cartel no mercado de distribuição de GLP
Liquigás: a empresa terá que pagar, ainda, R$ 2,9 milhões para encerrar outra investigação (Thinkstock/Thinkstock)
Liquigás: a empresa terá que pagar, ainda, R$ 2,9 milhões para encerrar outra investigação (Thinkstock/Thinkstock)
Por Lorenna Rodrigues, do Estadão ConteúdoPublicado em 06/09/2017 13:18 | Última atualização em 06/09/2017 13:18Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Brasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fechou acordo nesta quarta-feira, 6, com as empresas Ultragaz e Liquigás para encerrar duas investigações de cartel no mercado de distribuição de GLP, o gás de cozinha.

Pelos termos acordados, a Liquigás, controlada pela Petrobras, pagará R$ 62 milhões para arquivar processo que apura suposto cartel para a venda do produto no Nordeste. O pagamento será feito em oito parcelas semestrais.

A empresa terá que pagar ainda R$ 2,9 milhões para encerrar outra investigação de conluio no Distrito Federal e em outras localidades no Centro-Oeste.

A Ultragaz fechou acordo neste mesmo processo que apura irregularidades no Centro-Oeste e pagará multa de R$ 2,1 milhões.

Nos dois processos, o Cade já firmou acordo com a Supergasbras para encerrar investigação de cartel contra essa empresa.

Reprovação

Na semana passada, a Superintendência Geral do Cade recomendou a reprovação da compra da Liquigás pela Ultragaz. A operação foi anunciada em junho por R$ 2,8 bilhões.

No parecer, a superintendência cita investigações em curso e condenações do Cade no segmento de gás de cozinha como um dos fatores que reforçam a necessidade de barrar a compra, além de apontar uma série de fatores estruturais que incentivariam práticas coordenadas no setor.

A palavra final será dada pelo tribunal do Cade que tem prazo até dezembro para o julgamento, podendo ser prorrogado por mais três meses.

Cabe à Superintendência emitir um parecer sobre as fusões e aquisições, o qual o tribunal não é obrigado a seguir, apesar de fazê-lo na maioria das vezes.

Se a operação for reprovada pelo conselho, será o terceiro negócio barrado este ano - o Cade já negou as compras da Estácio pela Kroton e da Alesat pela Ipiranga.