Negócios

Brookfield segue em busca de ativos no Brasil, diz diretor

O executivo minimizou o cenário político instável do momento, pois avaliou que para quem tem visão de longo prazo, as crises não abalam o interesse

Brookfield: "Estamos olhando outros negócios, mais oportunidades no Brasil" (Matthew Staver/Bloomberg)

Brookfield: "Estamos olhando outros negócios, mais oportunidades no Brasil" (Matthew Staver/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de maio de 2017 às 19h40.

São Paulo - A Brookfield segue em busca de ativos para trazer mais capital para o Brasil, mesmo após realizar duas grandes aquisições no País, a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), da Petrobras, e a Odebrecht Ambiental, afirmou o sócio-diretor da empresa, Luiz Maia.

"Estamos olhando outros negócios, mais oportunidades no Brasil."

Ele lembrou que nos dois casos, a Brookfield buscou co-investidores estratégicos. "Queremos trazer mais", disse, durante apresentação no Fórum de Investimentos Brasil 2017, que se realiza até amanhã em São Paulo.

"O Brasil precisa importar mais capital e concorremos com distribuição de capital com outros países, como China e Índia. O Brasil precisa ter ambiente para conseguir atrair esse capital", afirmou.

Ele minimizou o cenário político instável que o País atravessa no momento, pois avaliou que para quem tem visão de longo prazo, as crises não abalam o interesse.

"Quem está aqui há 117 anos e nunca saiu já viu coisas piores, guerras e regimes. Sempre olhamos o horizonte de longo prazo", afirmou.

Apesar de uma de suas últimas compras ter sido de uma empresa com problemas financeiros graves e necessidade de capital, Maia disse que pagou preço de mercado pelo ativo.

"Não existe galinha morta, não existem ativos em liquidação, você paga a preço de mercado. Estamos comprando a preço justo, acreditando que vai valer mais no futuro porque o País vai estar melhor", comentou, fazendo referência à compra da Odebrecht Ambiental.

O executivo salientou que o setor de saneamento é atrativo para a companhia tendo em vista o apoio que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem dado ao segmento e o potencial de crescimento desta área, já que atualmente apenas 40% da população brasileira têm acesso a tratamento de esgoto, e 80% têm acesso a água tratada.

Ele explicou que a companhia sempre busca ativos que gerem caixa e com uma plataforma que possa ser expandida, e salientou que a ideia é assumir controle e operar diretamente.

"Queremos negócios simples de serem tocados, nada high tech, mas com potencial", resumiu.

Acompanhe tudo sobre:PetrobrasFusões e AquisiçõesBrookfieldNovonor (ex-Odebrecht)Brasil

Mais de Negócios

PresenteIA: a aposta da CRMBonus para transformar dados em presentes via WhatsApp

Empreendedores veem 2026 desafiador no Brasil, mas confiam no próprio negócio

20 franquias baratas para quem quer deixar de ser CLT a partir de R$ 5.000

Velório de Henrique Maderite será aberto ao público em BH