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BP acha muito generosa indenização por maré negra

Petrolífera reclama que as perdas causadas pelo vazamento são menores do que o esperado e o fundo criado para indenizar as vítimas é muito alto

O acidente no Golfo do Mésico: vítimas querem uma indenização maior (Getty Images)

O acidente no Golfo do Mésico: vítimas querem uma indenização maior (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 17 de fevereiro de 2011 às 17h14.

Washington - A gigante petrolífera britânica BP avalia que o responsável pelas indenizações pagas às vítimas da pior maré negra da história dos Estados Unidos é generoso demais com os moradores da costa do Golfo do México, noticiou esta quinta-feira o jornal The New York Times.

A BP aceitou, no ano passado, criar um fundo de 20 bilhões de dólares para indenizar as vítimas do vazamento, provocado em abril pela explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México.

Em um documento de 25 páginas que será entregue na quinta-feira ao fundo administrado por Kenneth Feinberg, a gigante britânica explica em tom firme que os pagamentos previstos foram calculados com base em projeções que exageram as perdas futuras que as vítimas iriam sofrer, explicou o jornal.

A BP considera, assim, que "não existe nenhum argumento confiável para prever futuras perdas artificialmente elevadas baseando-se apenas no grau de incerteza inerente a toda previsão".

Em poucas palavras: a BP opina que Feinberg é generoso demais com as vítimas na hora de calcular as somas as quais estas últimas terão direito para compensar os danos sofridos.

Inversamente, as vítimas consideram que Kenneth Feinberg subestima suas futuras perdas.

A economia local foi gravemente afetada pela maré negra. Os pescadores e os profissionais do turismo estão entre os principais prejudicados.

Até o momento, o fundo pagou 3,5 bilhões de dólares.

Cerca de 100 mil pessoas apresentaram pedidos para receber indenizações. Outras 90.000 apresentaram pedidos de indenização em caráter de urgência, que permitem às pessoas privadas receber 5.000 dólares e às empresas, US$ 25.000. Mas para isso, precisam renunciar a qualquer demanda posterior.

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