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Banco do Brasil tem queda de 25,3% no lucro do 2º trimestre

Banco do Brasil aumentou as provisões para empréstimos inadimplentes em meio à crise do coronavírus

Banco do Brasil: lucro líquido recorrente foi de 3,311 bilhões de reais (Adriano Machado/Bloomberg)

Banco do Brasil: lucro líquido recorrente foi de 3,311 bilhões de reais (Adriano Machado/Bloomberg)

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Reuters

Publicado em 6 de agosto de 2020 às 08h46.

Última atualização em 6 de agosto de 2020 às 08h47.

O lucro líquido recorrente do Banco do Brasil no segundo trimestre caiu 25,3%, para 3,311 bilhões de reais, à medida que o banco aumentou as provisões para empréstimos inadimplentes em meio à crise desencadeada pelo coronavírus e uma taxa de impostos mais alta. As provisões para perdas com empréstimos ficaram em 5,907 bilhões de reais, um aumento de 42,4% em relação ao ano anterior.

O índice de inadimplência de 90 dias caiu para 2,8% de 3,2%, uma vez que o banco deu aos clientes mais tempo para eles pagarem empréstimos como uma forma de ajudá-los a enfrentar as consequências da pandemia da economia.

Os impostos alcançaram 967 milhões de reais, alta de 69,4% em relação ao mesmo trimestre de 2019. A carteira de empréstimos do BB se manteve praticamente inalterada em relação ao trimestre anterior, ao contrário de seus maiores concorrentes listados, que mostraram expansão. As despesas operacionais aumentaram 2,6%, enquanto as receitas de tarifas caíram 6,4% em meio a medidas de isolamento social e à competição bancária mais acirrada.

A margem financeira aumentou 8,2% em relação ao ano anterior, para 14,541 bilhões de reais, com menores custos de captação.

Em fato relevante separado, o BB comunicou que seu conselho diretor aprovou o valor de 1,257 bilhão de reais em remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP) relativos ao primeiro semestre de 2020.

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