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Banco Central determina a liquidação do Banco Santos

De acordo com ato assinado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, é inviável recuperar a saúde financeira da instituição

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 8 de janeiro de 2013 às 12h05.

O Banco Central determinou, no início da noite desta quarta-feira (4/5), a liquidação extrajudicial do Banco Santos e de sua corretora, a Santos Corretora de Câmbio e Valores, que se encontravam sob intervenção federal desde novembro do ano passado. Em termos práticos, isso significa que todos os bens do banco serão vendidos para pagar as dívidas juntos aos credores, estimadas em cerca de 2 bilhões de reais.

No ato que determina o fechamento do banco, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, cita "o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, a infringência às normas que regem a atividade e , ainda, a inviabilidade de normalização dos negócios da empresa, a existência de passivo a descoberto e a situação demonstrada no relatório do interventor" como motivos para sua decisão.

Segundo os especialistas, o que prejudicou o Banco Santos foi uma sucessão de empréstimos de qualidade duvidosa. Enquanto o sistema financeiro brasileiro, na média, corre o risco de sofrer um calote de 3,5 reais para cada 100 reais emprestados, no banco de Edemar Cid Ferreira o risco subia para 43,75 reais.

Em novembro, quando comunicou ao mercado a intervenção na instituição, o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Sérgio Cavalheiro, afirmou que o Banco Santos tinha cerca de 700 milhões de reais de empréstimos de difícil recebimento. Quantia essa suficiente para zerar o patrimônio líquido do banco ou deixá-lo negativo em até 100 milhões.

A liquidação do Santos não tem prazo para ser concluída e será comandada por Vanio Cesar Pickler Aguiar, que já vinha atuando como interventor.

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