Negócios

Árabes lançam operadora de celular em São Paulo

Aeiou quer atingir público jovem da região metropolitana

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

Começa a operar na próxima semana a quarta operadora de telefonia celular da região metropolitana de São Paulo, a Unicel, que pertence ao empresário brasileiro José Roberto Melo e à companhia saudita de investimentos HiTs. A marca da operadora será Aeiou.

Seu modelo de negócios será diferente do das concorrentes Claro, TIM e Vivo. A empresa venderá apenas chips pré-pagos e não terá lojas próprias - todo o atendimento a clientes será feito via internet. O objetivo é oferecer um serviço de baixo custo voltado, principalmente, para o público jovem. "Facilidade de acesso e baixo custos são partes essenciais da nossa estratégia", diz Sultan Bahabri, presidente da HiTs, que detém 49% de participação na Unicel. "Queremos ter presença nacional", diz Bahabri, que esteve nesta semana em Brasília para se reunir com executivos da Anatel.

A empresa saudita investiu 62 milhões de dólares na Unicel no início deste ano, depois que fracassaram as negociações para a venda de uma participação à família Constantino, dona da Gol. Os planos são ambiciosos. A meta é ter 500 000 clientes em São Paulo até dezembro. A empresa pretende ainda passar a operar em outros países da América Latina e ter cerca de 5 milhões de clientes na região até 2015. O mês de agosto será um período de teste para a operação da empresa.

A estréia comercial ocorrerá no início de setembro. O único espaço físico da companhia será a sede do grupo, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. No térreo, haverá um espaço cultural com computadores com acesso à internet à disposição dos clientes e funcionários para explicar o funcionamento do serviço.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Negócios

Rede de hotéis do Paraná acelera expansão e mira R$ 250 milhões em 2026

Ele foi servente de obra e hoje comanda empreendimentos de R$ 1,1 bilhão

Acordo com UE abre janela de US$ 190 bi para tecnologia brasileira na moda

Seguradora de 191 anos cria fintech e aposta tudo em IA para chegar aos R$ 4 bilhões