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Anette Rivkind transforma pós-venda em motor de crescimento da Breton

Diretora comercial levou a marca a 21 lojas em 14 estados e planeja abrir mais quatro unidades em 2026

Anette Rivkind, da Breton: diretora comercial da marca, ela faz parte da segunda geração da empresa

Anette Rivkind, da Breton: diretora comercial da marca, ela faz parte da segunda geração da empresa

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 11h30.

Foi brincando de vender móveis e objetos de decoração na casa da avó que Anette Rivkind começou a desenvolver, ainda criança, o olhar para o design e para o comércio. Décadas depois, essa vivência lúdica se tornaria em um dos pilares estratégicos da Breton, marca de mobiliário de alto padrão da qual ela é diretora comercial.

Ao entrar para o negócio da família, há cerca de 30 anos, Anette encontrou um varejo pouco estruturado. O atendimento era reativo, sem preocupação com a experiência do cliente. “Havia despreparo e pouco compromisso em resolver problemas”, lembra.

Para transformar esse cenário, ela passou a ouvir clientes, intermediar conflitos e cobrar padrões internos. Na prática, assumiu um papel de ombudsman, termo em inglês usado para definir o mediador entre empresa e consumidor, função ainda rara no varejo brasileiro da época.

O contato direto com as queixas e expectativas do público começou a gerar resultados visíveis. Cartas e e-mails de clientes agradecendo a solução de problemas viraram um símbolo informal dessa virada cultural. Para Rivkind, ali ficou claro que a experiência completa — e não apenas o fechamento do pedido — determinava a recompra e a reputação da marca.

Essa lógica foi incorporada ao treinamento das equipes comerciais e ao discurso institucional da Breton. O pós-venda passou a ser tratado como parte central do processo, com impacto direto no crescimento do negócio.

Hoje, a empresa soma 21 lojas no Brasil, distribuídas por 14 estados — entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal e Amazonas — e planeja a abertura de quatro novas unidades em 2026, reforçando a estratégia de expansão nacional.

Design, ESG e pessoas como estratégia de negócios
Na atual fase, a gestão compartilhada com os filhos, representantes da terceira geração da família, consolidou uma tríade de valores: design autoral, ESG, sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança, e foco em pessoas.

A marca investe em design brasileiro ao reunir jovens talentos e nomes consagrados, como Fernanda Marques, Triptyque, Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho, ampliando o portfólio e o posicionamento no segmento premium.

A personalização das peças — com múltiplas opções de materiais, tecidos e acabamentos — tornou-se um diferencial competitivo ao alinhar produto e experiência de compra. Esse movimento abriu caminho para uma agenda ambiental mais estruturada. Há cerca de dez anos, a empresa lançou o programa EcoBreton, que passou a medir impactos desde a fábrica até a rede de lojas.

Desde 2020, a companhia compensa 100% das emissões de CO₂. Dois anos depois, avançou para além da neutralização. Tornou-se tornou carbono negativa, compensando mais emissões do que gera, condição que mantém pelo terceiro ano consecutivo no setor de design e mobiliário.

Para Anette Rivkind, o resultado combina cultura de atendimento, estratégia de longo prazo e disciplina operacional — um conjunto que transformou um incômodo pessoal em modelo de negócio escalável.

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