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Acabaram os tabus na Usiminas, diz presidente da companhia

Para Marco Antonio Castello Branco, divulgação do salário de executivos e conselheiros melhorou o relacionamento com investidores e funcionários

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

Especular sobre o salário do chefe é provavelmente um dos esportes mais populares entre os colegas de trabalho de qualquer empresa, mas na Usiminas a brincadeira perdeu a graça. Em março deste ano, o presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, concordou em revelar o próprio salário (de 4 milhões de reais por ano, incluindo bônus e previdência privada) bem como o de conselheiros e diretores, no relatório anual da companhia.

A decisão faz parte dos esforços da siderúrgica mineira para dar mais transparência à sua gestão e transformar uma cultura corporativa marcada por paternalismo e desconfiança, como aponta uma pesquisa interna divulgada em abril por EXAME.

Oito meses após a medida, Castello Branco avalia que o relacionamento entre executivos, membros do conselho e investidores melhorou em diversos aspectos.

''Foi um marco importante de que não existe tabu na empresa'', disse ele.

Castello Branco conversou com a  EXAME TV após participar de um debate sobre remuneração de executivos no 10º Congresso Brasileiro de Governança Corporativa, organizado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

Na entrevista a seguir, ele explica como a divugação dos salários provocou mudanças na siderúrgica.

 ''Podemos discutir qualquer assunto''
http://portalexame.com/libc/player/liq3embed.swf Por que a Usiminas congelou os gastos com executivos
http://portalexame.com/libc/player/liq3embed.swf A melhor forma de pagar bônus
http://portalexame.com/libc/player/liq3embed.swf

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