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5 faces de Thor Batista, o herdeiro que Eike começa a formar

Indicado diretor do Grupo EBX, Thor se divide entre acompanhar os passos de Eike e seus próprios negócios

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Thor Batista: com nome de deus nórdico, filho de Eike começa a se preparar para os negócios (FERNANDO LEMOS)

Thor Batista: com nome de deus nórdico, filho de Eike começa a se preparar para os negócios (FERNANDO LEMOS)

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Márcio Juliboni

Publicado em 24 de setembro de 2012 às, 16h52.

São Paulo – O conselho de administração do Grupo EBX aprovou, nesta segunda-feira, a indicação de Thor Batista, filho de Eike, para um cargo de diretoria, sem função específica. A nomeação é mais um passo para a preparação do herdeiro de Eike para assumir, um dia, suas empresas.

Com 21 anos, Thor é o filho mais velho de Eike Batista e Luma de Oliveira – o caçula, Olin, tem 16 anos. Antes de entrar, formalmente, para a EBX, Thor já dava seus primeiros passos no mundo dos negócios. Veja, a seguir, cinco faces do herdeiro do homem mais rico do Brasil:

Estreia tumultuada nos negócios

Thor debutou no mundo dos negócios no início de 2011, aos 19 anos, quando criou a BBX, em parceria com Mário Bulhões. Com o tradicional “X” que marca as empresas do pai, o objetivo da companhia era atuar com marketing promocional e de relacionamento, merchandising e eventos.

Com um investimento inicial de 6 milhões de reais, o primeiro projeto seria a abertura de uma filial da boate espanhola Pacha no Jockey Clube do Rio. A parceria, no entanto, durou pouco. Thor e Bulhões brigaram no segundo semestre de 2011 e desmancharam a sociedade. Com isso, os planos para a Pacha foram engavetados e Bulhões decidiu abrir um hotel-butique.

Agora, Thor estaria planejando abrir uma nova empresa. Desta vez, o setor escolhido seria o de segurança. Para apoiá-lo, Eike teria cedido um andar inteiro do prédio onde está a sede da EBX.

Longe dos livros

Uma das declarações mais polêmicas do herdeiro de Eike Batista foi dada em meados de 2011. Em uma entrevista para a Veja Rio, Thor afirmou: “Nunca li um livro inteiro. Na época da escola, copiava os resumos da internet para fazer as provas.”


O primogênito de Eike também trancou a faculdade de Economia no primeiro ano, por considerar que o ritmo estava muito forte. Em compensação, afirma que sua preparação para assumir os negócios começou cedo – e na prática. Desde os nove anos, ele acompanha Eike em compromissos e reuniões de negócios. Antes de se tornar, formalmente, diretor da EBX, Thor passava, pelo menos, um dia por semana na sede, acompanhando o dia-a-dia do pai e das companhias.

Ídolos e espelho

Ser filho do homem mais rico do Brasil e não tê-lo como mentor ou referência seria, no mínimo, um contrassenso. Sempre que pode, Thor destaca a importância do pai em sua formação.

Entre as coisas que afirma ter aprendido com Eike, estão a humildade e a disposição para pensar grande. Quando lançou a BBX, porém, admitiu que ainda não é tão ousado quanto Eike, e que prefere dar um passo de cada vez.

Com exceção de Eike, os homens de negócios não são citados como referência para Thor nas entrevistas. Em vez disso, afirma que gosta do ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger – mas não pelo seu ideário político, e sim por ter praticado fisiculturismo, esporte que Thor aprecia.

Esportes e baladas

Com 1,88 metro, Thor é obcecado pela sua forma física, a ponto de afirmar que, se não está satisfeito com seu corpo, não consegue nem se concentrar. O fisiculturismo é uma de suas paixões, e Thor se orgulha de seu bíceps de 45 centímetros e de seu baixíssimo índice de gordura – apenas 4% de sua massa. Para se ter uma ideia, para jovens adultos bem treinados, a média é de 14%.

Fã de música eletrônica, Thor tem hábitos comuns a pessoas de sua idade. Gosta da vida noturna do Rio e de São Paulo, a ponto de promover festas como a Ibiza Comes to Rio, uma balada para divulgar uma festa de réveillon. Para curtir o que há de melhor nessas cidades, desloca-se em um dos jatinhos ou helicópteros da família.

Momento delicado

Envolver-se no atropelamento de um ciclista, em março de 2011, foi o momento mais delicado da vida de Thor. O acidente resultou na morte do ciclista, e Thor foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). O processo corre na 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias. A primeira audiência ocorreu na semana passada. Thor chegou a ter a carteira de habilitação suspensa, mas o Tribunal de Justiça do Rio acatou uma liminar de seus advogados, e sua carteira foi devolvida em julho deste ano.

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