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370 mil clientes fazem processo contra Volkswagen na Alemanha

Em 2015, a empresa admitiu ter manipulado 11 milhões de veículos, sendo 2,4 milhões deles vendidos na Alemanha

Volkswagen: funcionário segurando uma peça de montagem do Tiguan na linha de produção do carro na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha (Fabrizio Bensch/Reuters)

Volkswagen: funcionário segurando uma peça de montagem do Tiguan na linha de produção do carro na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha (Fabrizio Bensch/Reuters)

A

AFP

Publicado em 3 de janeiro de 2019 às 13h50.

Mais de 370.000 proprietários de automóveis Volkswagen equipados com motores manipulados se uniram ao processo contra a gigante automobilística na Alemanha em um mês - informou o Gabinete Federal de Justiça nesta quinta-feira (3).

Exatamente 372 mil donos de automóveis tinham se inscrito em 2 de janeiro de 2019 no registro aberto desde o fim de novembro, informou à AFP um porta-voz do organismo.

A associação alemã de consumidores VZBV deu entrada com esta ação na Justiça em novembro passado no tribunal de Brunswick, a poucos quilômetros da sede da Volkswagen.

Em 2015, a empresa admitiu ter manipulado 11 milhões de veículos - 2,4 milhões deles vendidos na Alemanha.

A associação foi criada quando entrou em vigor um novo procedimento jurídico coletivo criado após o escândalo do "dieselgate". O procedimento deveria dar lugar a um primeiro grande julgamento iniciado por consumidores no contexto deste escândalo.

O objetivo dos demandantes é demostrar que a Volkswagen prejudicou deliberadamente seus clientes mediante a instalação de softwares que faziam o veículo parecer menos poluente do que de fato era. Por isso, os demandantes exigem uma indenização por danos e prejuízos.

Uma decisão positiva do tribunal sobre o princípio de compensação abriria caminho para processos individuais de indenização financeira por parte da fabricante.

A Volkswagen afirma desde o começo que este processo "não tem fundamentos".

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