A página inicial está de cara nova Experimentar close button
Conheça o beta do novo site da Exame clicando neste botão.

Violência se intensifica na dividida Venezuela

Desde que os protestos se tornaram violentos, pelo menos cinco pessoas morreram em incidentes diretamente relacionados à violência

Caracas - As forças de segurança enfrentaram manifestantes em ruas bloqueadas com barricadas em chamas em cidades venezuelanas nesta quinta-feira, segundo testemunhas, num aumento dos protestos contra o governo socialista do presidente Nicolás Maduro.

Desde que os protestos se tornaram violentos na semana passada, pelo menos cinco pessoas morreram em incidentes diretamente relacionados à violência, e outra morreu de causas naturais ao não poder chegar ao hospital por causa dos bloqueios nas ruas. Também há vários feridos e presos.

Os manifestantes, em boa parte estudantes, acusam o governo pela criminalidade, inflação alta, falta de produtos e suposta repressão a opositores.

No leste de Caracas durante a noite, forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e perseguiram jovens que atiravam coquetéis molotov e bloqueavam ruas com barricadas de lixo em chamas, segundo testemunhas.

Moradores de áreas de classe média fizeram barulho batendo em panelas, uma tradicional forma de protesto, e os manifestantes já estavam de volta às ruas no início desta quinta-feira.

"Eu me declaro em desobediência civil", dizia uma faixa nas ruas de Caracas.

Houve cenas semelhantes os Estados de Táchira e Mérida, no oeste do país. Na cidade de San Cristóbal, que alguns moradores descrevem como uma "zona de guerra", lojas permaneceram fechadas, enquanto estudantes e policiais se enfrentavam nas ruas nesta quinta-feira.


Com as TVs locais não cobrindo os distúrbios, os venezuelanos trocam informações e imagens pelo Twitter. Imagens falsificadas também estão circulando.

A tensão aumentou desde que o líder da oposição Leopoldo López, um economista de 42 anos formado em Harvard, se entregou às forças de segurança nesta semana. Ele está preso em Caracas, acusado de estimular a violência.

"A mudança depende de cada um de nós. Não desista", disse a mulher de López, Lilian Tintori, pelo Twitter.

Maduro, que venceu de forma apertada as eleições para substituir Hugo Chávez, que morreu de câncer no ano passado, afirmou que López e outros estão alinhados com os Estados Unidos e buscam um golpe de Estado.

A última vítima direta dos distúrbios foi uma universitária e miss de concurso de beleza. Génesis Carmona, de 22 anos, levou um tiro na cabeça durante um protesto na cidade de Valencia.

A TV estatal VTV disse que a mãe de um dos seus funcionários morreu na quarta-feira quando estava sendo levada a um hospital de Caracas. O canal disse que ela sofreu um ataque do coração, e a ambulância que a transportava ficou presa no trânsito devido ao bloqueio de ruas pela oposição.

"Não podemos subestimar esses grupos fascistas cujo o chefe está atrás das grades", afirmou Maduro num discurso no fim da quarta-feira. "Eu não estou brincando com a democracia. Não aceito que eles desafiem o povo da Venezuela e a nossa Constituição."

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também