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Venezuela explica na ONU rompimento com Colômbia

Nova York - A Venezuela justificou, esta segunda-feira, na ONU, o rompimento de relações com a Colômbia, acusando o país vizinho de preparar, junto com os Estados Unidos, uma agressão militar contra seu território. O representante venezuelano nas Nações Unidas, Jorge Valero, entregou pessoalmente uma carta ao secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, explicando a posição […]

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Da Redação

Publicado em 26 de julho de 2010 às 20h25.

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Nova York - A Venezuela justificou, esta segunda-feira, na ONU, o rompimento de relações com a Colômbia, acusando o país vizinho de preparar, junto com os Estados Unidos, uma agressão militar contra seu território.

O representante venezuelano nas Nações Unidas, Jorge Valero, entregou pessoalmente uma carta ao secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, explicando a posição do governo de Hugo Chávez, que rompeu relações com Bogotá na quinta-feira passada.

A carta denuncia um suposto "plano agressivo contra a soberania e a integridade territorial da Venezuela, impulsionado pelo presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, em cumplicidade com o governo dos Estados Unidos".

"Pedimos ao secretário-geral que distribua a carta na qual são explicadas, de forma detalhada, as razões que levaram o governo da Venezuela a suspender as relações diplomáticas e a denunciar perante o mundo os planos de agressão militar contra a Venezuela, realizados pelo governo dos Estados Unidos e da Colômbia", disse Valero à imprensa após a reunião.

A Venezuela espera que o futuro governo de Juan Manuel Santos na Colômbia "mude a política de guerra e aceite uma solução pacífica", acrescentou.

"Esperamos que o próximo governo do presidente Santos seja capaz de retificar o acordo assinado pelos Estados Unidos sobre a presença de sete bases americanas, que constitui a ponta de lança contra os povos e governos progressistas do continente e para estender o domínio imperial", afirmou.

Segundo Valero, "o governo de Alvaro Uribe tem sido, muito frequentemente, propenso à mentira, tentando envolver o governo da Venezuela em atos totalmente contrários à vontade pacifista" venezuelana.

"Não poucas vezes usaram mentiras para invadir um país, assim como aconteceu no Iraque", alfinetou.

Em relação à denúncia colombiana sobre a presença, em território venezuelano, de membros da guerrilha marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Valera admitiu que "houve momentos em que alguns pequenos núcleos de guerrilheiros se infiltraram na Venezuela".

No entanto, assegurou que estes grupos "foram repelidos pelas forças públicas da Venezuela".

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