Nicolás Maduro (AFP/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 10h53.
O governo da Venezuela confirmou na noite de quinta-feira, 25, a libertação de 99 pessoas que haviam sido detidas após as eleições presidenciais de 2024. Na época, em um contexto de crise política, houve denúncia de fraude por parte da oposição no resultado que deu a reeleição a Nicolás Maduro.
Em comunicado publicado no Instagram, o Ministério para o Serviço Penitenciário da afirmou que estas pessoas permaneciam detidas por sua suposta participação em "atos de violência e incitação ao ódio" posteriores às presidenciais de 2024. Após as eleições ocorreram protestos contra a vitória de Maduro.
"O Governo Nacional e o sistema de Justiça tomaram a decisão de avaliar caso a caso e conceder, conforme a lei, medidas cautelares, o que permitiu a soltura de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a justiça", afirma o texto.
O ministério ressaltou que o Estado venezuelano "garante a todos os privados de liberdade um tratamento baseado no respeito, na legalidade e na atenção integral", mesmo em um cenário marcado, segundo o órgão, pelo "assédio imperialista e pelas agressões multilaterais" contra a Venezuela.
"O governo bolivariano continuará trabalhando de maneira firme e responsável pela paz, pela justiça e pela defesa da soberania nacional", conclui o comunicado.
Depois das presidenciais de 28 de julho de 2024, mais de 2.400 pessoas foram detidas, a maioria delas já solta, e acusadas de "terrorismo" e "vandalismo", segundo o Ministério Público, embora várias ONGs e partidos opositores considerem que são inocentes e denunciem "repressão".
A ONG Foro Penal contabiliza 902 presos políticos na Venezuela, a maioria detida após as eleições, segundo um boletim divulgado na semana passada, que tem como data de corte o dia 15 de dezembro.
No entanto, o Executivo de Maduro assegura que o país está "livre de presos políticos" e que os apontados como tal estão encarcerados devido a "terríveis atos puníveis".
As liberações desta quinta-feira foram retomadas após um período de suspensão desde o último mês de março, segundo familiares dos detidos.
O processo de soltura, que começou no ano passado, permitiu a saída da prisão, com medidas cautelares, de mais de 2.000 pessoas, de acordo com o Ministério Público venezuelano.
*Com informações de EFE