Redação Exame
Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h44.
A Venezuela anunciou na sexta-feira, 9, que, como parte de uma operação conjunta com os Estados Unidos, está retornando ao país um navio petroleiro que havia partido "sem pagamento nem autorização das autoridades".
Segundo um breve comunicado do Ministério de Hidrocarbonetos e da estatal petrolífera PDVSA, trata-se de uma "operação conjunta bem-sucedida" entre Caracas e Washington para o "retorno ao país do navio ‘Minerva’".
Caracas faz este anúncio após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que forças de seu país interceptaram nesta sexta-feira o petroleiro 'Olina' em águas do Caribe "em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela", depois que a embarcação, segundo o republicano, partiu do país "sem a autorização correspondente".
"Este petroleiro está agora a caminho de volta à Venezuela. O petróleo será vendido por meio do GREAT Energy Deal, que criamos para tais vendas", indicou Trump em sua rede social própria, a Truth Social.
A operação foi realizada como uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o de Segurança Nacional (DHS) antes do amanhecer e contou com a participação de fuzileiros navais que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para executar a abordagem, informou o Comando Sul dos EUA em um comunicado.
O comando americano assegurou que a ação envia uma "mensagem clara" de que "não existe refúgio seguro para os criminosos", no âmbito dos esforços de Washington para combater "atividades ilegais transnacionais" no Hemisfério Ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha ressaltado que a operação ocorreu sem resistência.