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Ucrânia intensifica mobilização de tropas e renova alerta

Dois soldados ucranianos foram mortos e quatro feridos na quarta-feira, quando as posições ucranianas foram alvo de 129 disparos


	Separatistas: dois soldados ucranianos foram mortos e quatro feridos na quarta-feira, quando as posições ucranianas foram alvo de 129 disparos
 (Maxim Shemetov/Reuters)

Separatistas: dois soldados ucranianos foram mortos e quatro feridos na quarta-feira, quando as posições ucranianas foram alvo de 129 disparos (Maxim Shemetov/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 15 de janeiro de 2015 às 10h37.

Kiev - O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta quinta-feira a renovação de suas forças na linha de frente e a retomada do recrutamento parcial após uma alta autoridade do setor de segurança ter alertado que as forças russas que apoiam os rebeldes separatistas ampliaram repentinamente a atividade militar no leste do país.

"A agressão russa continua. Houve um aumento significativo na intensidade dos disparos", afirmou ao Parlamento o secretário do Conselho Nacional de Defesa, Oleksander Turchynov, acrescentando que 8.500 soldados russos regulares foram agora destacados para o leste da Ucrânia.

Dois soldados ucranianos foram mortos e quatro feridos na quarta-feira, quando as posições ucranianas foram alvo de 129 disparos, o que Turchynov disse ter sido um recorde este ano.

O alerta sobre o aumento da atividade militar das forças russas também se seguiu ao atentado contra um ônibus de passageiros na terça-feira em um posto de controle do Exército da Ucrânia, no qual 12 civis foram mortos. O governo ucraniano culpou os separatistas pelo ataque, mas eles negaram responsabilidade.

Apesar de governos ocidentais e as autoridades da Ucrânia dizerem haver provas incontestáveis do envolvimento da Rússia, Moscou nega ter quaisquer tropas no leste do país, onde separatistas pró-russos estão lutando contra as forças do governo em um conflito no qual mais de 4.700 pessoas foram mortas.

O Parlamento da Ucrânia endossou um decreto do presidente Petro Poroshenko para substituir tropas que estão há um longo período na área do conflito por veteranos da reserva, bem como retomar o recrutamento parcial.

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