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Ucrânia envia negociadores aos EUA para discutir plano de paz com a Rússia

Delegação liderada por Kirilo Budanov, novo chefe do gabinete de Zelensky, se reúne com enviados de Trump em Miami

Negociações buscam destravar pontos do acordo entre Ucrânia e Rússia (Reprodução/Redes Sociais)

Negociações buscam destravar pontos do acordo entre Ucrânia e Rússia (Reprodução/Redes Sociais)

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 16h09.

Última atualização em 17 de janeiro de 2026 às 16h09.

Uma delegação de negociadores da Ucrânia desembarcou nos Estados Unidos neste sábado, 17, para tratar de um possível plano de encerramento da guerra com a Rússia. As conversas envolverão o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, segundo um integrante da equipe ucraniana.

O grupo é liderado por Kirilo Budanov, novo chefe do gabinete do presidente Volodimir Zelensky, e tem reuniões previstas em Miami com Kushner, Witkoff e o secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll.

As tratativas ocorrem após meses de negociações paralelas conduzidas por representantes americanos com Kiev e Moscou, na tentativa de viabilizar um acordo que encerre o conflito.

Permanecem em aberto, no entanto, pontos centrais como o futuro dos territórios ocupados pela Rússia e as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia para evitar uma nova ofensiva.

Os novos diálogos acontecem em meio a uma intensificação dos ataques russos contra infraestruturas ucranianas, que deixaram centenas de milhares de famílias sem aquecimento durante o inverno.

"Chegamos aos Estados Unidos. Com [o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional] Rustem Umerov e [o negociador] David Arakhamia, teremos conversas importantes com nossos parceiros americanos sobre os detalhes do acordo de paz", afirmou Budanov nas redes sociais.

O chefe do gabinete presidencial ucraniano acrescentou que "está prevista uma reunião conjunta com Steve Witkoff, Jared Kushner e (o secretário americano do Exército) Dan Driscoll. A Ucrânia precisa de uma paz justa. Estamos trabalhando para alcançar esse resultado".

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"Esperamos que haja mais clareza tanto em relação aos documentos que já preparamos eficazmente com a parte americana, como quanto à resposta da Rússia a todo o trabalho diplomático que está sendo realizado", disse Zelensky.

Desde o início de seu segundo mandato, há quase um ano, Trump tem pressionado por um acordo para encerrar a guerra e já demonstrou publicamente frustração com a falta de avanços de ambos os lados.

Zelensky afirmou ainda que, caso um entendimento amplo seja alcançado, a Ucrânia poderá formalizar o acordo durante o Fórum Econômico Mundial, na próxima semana, em Davos, na Suíça.

"Se tudo for concluído, e se houver acordo por parte dos Estados Unidos — porque da nossa parte, em princípio, creio que terminamos — então assinar durante Davos será possível", indicou.

Tanto Zelensky quanto Trump estão confirmados como participantes do fórum.

Enquanto isso, o avanço das forças russas no leste da Ucrânia se intensificou desde o outono boreal, e o Kremlin mantém a posição de que seguirá com a ofensiva militar caso a via diplomática não avance. Até o momento, Moscou rejeitou as propostas de paz apresentadas pelo Ocidente e mantém suas exigências.

*Com informações da AFP

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