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Trump rindo é melhor do que de cara feia, diz Lula após encontro

O petista e o republicano se reuniram nesta quinta-feira em um encontro que durou quase três horas

Lula daz coletiva após encontro com Trump (AFP)

Lula daz coletiva após encontro com Trump (AFP)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 7 de maio de 2026 às 18h05.

Última atualização em 7 de maio de 2026 às 18h10.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 7, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “é melhor rindo”. A declaração foi feita em coletiva de imprensa após reunião entre os dois líderes.

“Vocês perceberam que o Trump rindo é melhor do que de cara feia. E eu fiz questão de dizer para ele: ‘ria’. É importante, alivia a nossa alma se a gente rir um pouco”, afirmou Lula.

O presidente também disse que o Brasil está disposto a discutir qualquer tema com outros países e ressaltou que o país não abre mão da democracia e da soberania nacional.

O petista e o republicano se reuniram nesta quinta-feira em um encontro que durou quase três horas. Eles não falaram com os repórteres no Salão Oval, como costuma ocorrer nesse tipo de ocasião.

“Eu acho que o Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Não temos veto, não temos assunto proibido. A única coisa de que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, declarou.

A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada por causa do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o governo brasileiro, Lula pediu que a entrada dos jornalistas ocorresse ao final da reunião, e Trump teria concordado. No entanto, como o encontro se estendeu além do previsto, a interação com a imprensa foi cancelada.

“Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos”, disse Lula.

Retomada da relação

No ano passado, Brasil e Estados Unidos viveram seu pior momento na relação diplomática na história. Em julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de importação de 50% a produtos brasileiros, além de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

As medidas tinham como objetivo pressionar o Brasil a cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

O impasse foi desfeito a partir de setembro. Após uma série de conversas de bastidores, envolvendo tanto autoridades quanto empresários e entidades setoriais, o presidente Trump se reuniu com o presidente Lula nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU. Após a conversa, os dois disseram que houve uma "química" entre eles.

Depois disso, vieram outras conversas entre os dois presidentes e uma série de alívios ao tarifaço, como a retirada de mais produtos da lista e uma sinalização de normalização das relações. Os dois presidentes tiveram uma reunião presencial em outubro, na Malásia, que transcorreu bem. Na época, o governo americano recuou de mais medidas contra o Brasil.

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