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Trump proíbe entrada de CNN, MS NOW e Politico na Casa Branca

A decisão foi anunciada por Trump m uma publicação na Truth Social. Veículos se posicionam

Em 2025, a Casa Branca restringiu o acesso de jornalistas da Associated Press a determinados eventos depois que a agência decidiu continuar utilizando o nome Golfo do México (Giuseppe Amoruso/EyeEm/Getty Images)

Em 2025, a Casa Branca restringiu o acesso de jornalistas da Associated Press a determinados eventos depois que a agência decidiu continuar utilizando o nome Golfo do México (Giuseppe Amoruso/EyeEm/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 19 de setembro de 2026 às 13h45.

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Jornalistas da CNN, da MS NOW e do site Politico foram impedidos de entrar na Casa Branca neste sábado, 19, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que proibiria o acesso dos três veículos por causa do que classificou como cobertura de “fake news”.

As organizações de imprensa criticaram a decisão e afirmaram que continuarão cobrindo o governo americano, segundo informações da AFP.

CNN e MS NOW sustentam que a restrição viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege, entre outras liberdades, a de imprensa.

A CNN afirmou que seus jornalistas tiveram o acesso aos terrenos da Casa Branca negado na manhã deste sábado. A emissora classificou a proibição como um ataque ilegal ao direito constitucional de exercer o trabalho jornalístico sem interferência do governo.

A MS NOW, antigo MSNBC, também confirmou que seus profissionais foram barrados. Em comunicado, a emissora afirmou que “a Casa Branca pertence ao povo americano” e disse que pretende adotar as medidas necessárias para defender seus direitos previstos pela Primeira Emenda.

O Politico também foi atingido pela decisão. Uma de suas jornalistas foi impedida de entrar no complexo da Casa Branca e teve sua credencial recolhida pelo Serviço Secreto, segundo comunicado interno do veículo.

Trump acusa veículos de divulgar ‘fake news’

A decisão havia sido anunciada por Trump na sexta-feira, 18, em uma publicação na Truth Social.

O presidente afirmou que estava proibindo CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca por causa do que chamou de cobertura constante de “fake news”. Trump também acusou os veículos de divulgar “ficções” e “mentiras” ao cobrir sua Presidência, seu governo e os Estados Unidos.

O republicano não apresentou, no anúncio, exemplos específicos de reportagens que teriam motivado a decisão. Questionado posteriormente, afirmou que a medida era resultado do conjunto da cobertura realizada pelos veículos ao longo dos últimos anos.

Trump também sinalizou que outros veículos de comunicação poderão ser submetidos a restrições semelhantes. Ao ser questionado sobre quais poderiam ser os próximos, citou The New York Times e The Washington Post, também classificados por ele como “fake news”.

Relação de Trump com a imprensa

A medida amplia os embates entre o governo Trump e organizações de imprensa americanas.

Em 2025, a Casa Branca restringiu o acesso de jornalistas da Associated Press a determinados eventos depois que a agência decidiu continuar utilizando o nome Golfo do México, ao mesmo tempo em que reconhecia a determinação de Trump de chamá-lo de “Golfo da América”.

A Associated Press recorreu à Justiça. Em abril daquele ano, um juiz federal determinou que a Casa Branca não poderia excluir jornalistas de determinados espaços e eventos com base no ponto de vista do veículo. A disputa judicial prosseguiu posteriormente.

Trump também mantém disputas judiciais com diferentes organizações de mídia e frequentemente critica publicamente veículos e jornalistas cuja cobertura considera injusta ou desfavorável.

Agora, CNN, MS NOW e Politico indicam que também deverão recorrer aos mecanismos legais disponíveis para tentar recuperar o acesso à Casa Branca. Os veículos afirmam que, apesar da restrição física, continuarão cobrindo as ações do governo americano.

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