Donald Trump: "A China é bem-vinda para vir e fazer um grande acordo sobre o petróleo. Damos as boas-vindas à China”, disse Trump à imprensa
Redação Exame
Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 09h07.
Última atualização em 1 de fevereiro de 2026 às 10h19.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 31, que os EUA estão abertos a investimentos da China no setor petrolífero da Venezuela, em um movimento que pode reacender a economia do país sul-americano após a queda do presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita a bordo do avião presidencial Air Force One e divulgada pela agência AFP.
“A China é bem-vinda para vir e fazer um grande acordo sobre o petróleo. Damos as boas-vindas à China”, disse Trump à imprensa, sinalizando abertura para que Pequim volte a atuar em um dos setores mais estratégicos da Venezuela.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e, na última semana, aprovou reformas em legislações específicas para permitir maior participação de investidores privados e estrangeiros no setor de energia.
Durante o governo Maduro, a China era a principal compradora de petróleo venezuelano. No entanto, após a captura de Maduro em 3 de janeiro por forças americanas, o governo chinês condenou a ação, lançando dúvidas sobre o futuro da relação bilateral entre Caracas e Pequim.
Trump também mencionou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que, segundo ele, firmou um pacto de cooperação energética com a Índia.
“A Índia está vindo e vai comprar petróleo venezuelano, em vez de comprá-lo do Irã, então já fizemos este acordo — o conceito do acordo —, mas a China é bem-vinda para entrar e comprar petróleo”, afirmou.
O presidente americano afirmou ainda que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela e que os lucros da produção petrolífera serão compartilhados entre os dois países.
“Vamos vender muito petróleo e ficaremos com uma parte, e eles com uma grande parte. Eles vão se dar muito bem. Vão ganhar mais dinheiro do que nunca, e isso será benéfico para nós”, disse Trump, conforme repercutido pela AFP.
Sobre a situação de Cuba, Trump sugeriu que os Estados Unidos poderiam buscar um novo entendimento com Havana. Após ameaçar impor tarifas a países que vendem petróleo à ilha, ele declarou:
“Acho que eles provavelmente virão até nós para tentar um acordo, para que Cuba seja livre novamente”.
As declarações refletem uma mudança no tom da diplomacia americana na região, agora mais voltada à reestruturação econômica e energética da Venezuela sob nova liderança.