Segundo o presidente americano, os Estados Unidos já destruíram 100% da capacidade militar do Irã (Langevin Jacques / Colaborador/Getty Images)
Repórter de ESG
Publicado em 14 de março de 2026 às 14h26.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado, 14, que muitos países vão enviar "navios de guerra" para o Estreito de Ormuz.
O propósito, segundo o presidente, é mantê-lo "aberto e seguro" após o anúncio de Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, que a passagem permaneceria fechada.
Trump afirmou esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e demais países afetados pela restrição ao estreito, estratégia para a navegação mundial, enviem navios para a região, evitando a ameaça do líder iraniano.
"Esperamos que enviem navios à região para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça para uma nação totalmente decapitada", publicou na sua rede social, Truth Social.
Segundo o presidente americano, os Estados Unidos já destruíram 100% da capacidade militar do Irã. No entanto, o país adverte para a necessidade de ajuda internacional, uma vez que para o Irã "é fácil enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance em algum ponto deste estreito, por mais derrotados que estejam", escreveu.
"Enquanto isso, os Estados Unidos bombardearão sem cessar a costa e afundarão continuamente navios iranianos. De uma forma ou de outra, em breve conseguiremos que o Estreito de Ormuz esteja ABERTO, SEGURO e LIVRE", anunciou o presidente Trump.
Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Por isso, seu bloqueio pode acarretar em uma crise energética global.
Ontem, Trump anunciou que um dos bombardeios mais poderosos do Oriente Médio foi realizado contra alvos militares na ilha de Kharg. A região é centro da indústria petroleira no país e armazena 90% do petróleo que o Irã exporta para o mundo.
Hoje, como resposta, o Irã ameaçou destruir toda a infraestrutura petroleira, econômica e energética dos Estados Unidos.