O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz continua paralisado no domingo, 19, após o Irã reafirmar controle sobre a passagem estratégica, considerada essencial para o fornecimento global de energia. A medida ocorre poucos dias antes do fim previsto de um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos.
O principal negociador iraniano afirmou que as conversas recentes com os EUA avançaram. O presidente Donald Trump, por sua vez, declarou que houve “conversas muito boas” com Teerã.
Apesar disso, nenhum dos lados apresentou detalhes concretos. O negociador-chefe do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que as partes seguem distantes em relação às questões nucleares e ao Estreito de Ormuz — os dois principais pontos de impasse.
No sábado, 18, o Irã voltou atrás em uma decisão anterior que permitia a passagem de embarcações pelo estreito. O governo iraniano acusou Washington de violar o acordo de cessar-fogo ao manter bloqueio contra portos iranianos.
Tráfego marítimo no Estreito de Ormuz é interrompido
Dados de monitoramento marítimo indicam que o fluxo de navios no estreito foi interrompido no início da manhã de domingo, após dois navios registrados na Índia relatarem ataques no sábado, 18, enquanto tentavam atravessar a região.
Segundo o sistema MarineTraffic, um petroleiro de propriedade chinesa e um navio de gás natural de propriedade indiana chegaram a navegar em direção ao leste no início do domingo, mas aparentemente foram forçados a recuar.
Após a meia-noite (GMT), nenhum outro navio entrou ou deixou o Golfo, indicando a paralisação total do tráfego na região, de acordo com os dados de rastreamento marítimo.
O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores marítimos do mundo, responsável por parte significativa do transporte global de petróleo e gás natural, tornando qualquer bloqueio uma questão de impacto geopolítico e energético internacional.