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Trump chama relação dos EUA com a Otan de 'ridícula'

Declaração ocorre dias antes da cúpula da Otan, marcada para 7 e 8 de julho, na Turquia

Publicado em 3 de julho de 2026 às 08h54.

O presidente Donald Trump voltou a elevar o tom contra a Otan e afirmou que a relação entre os Estados Unidos e a aliança militar é "ridícula" por, segundo ele, beneficiar os aliados europeus de forma desproporcional. A declaração foi feita na quinta-feira, 2, na rede Truth Social, poucos dias antes da cúpula do bloco, marcada para os dias 7 e 8 de julho, na Turquia.

"Eles não estavam lá por nós", escreveu Trump ao defender que a parceria deixou de ser recíproca. O presidente americano voltou a argumentar que Washington assume um peso excessivo na estrutura de defesa da aliança.

A manifestação reforça uma das principais bandeiras da política externa de Trump desde seu retorno à Casa Branca: reduzir a dependência europeia da proteção militar americana e pressionar os aliados a ampliar os investimentos em defesa.

Pressão sobre aliados ganha força antes da cúpula

Nos últimos meses, Trump intensificou as críticas aos parceiros europeus, especialmente após divergências relacionadas à guerra envolvendo Irã e Israel. O presidente acusa alguns governos de restringirem o uso de bases militares por forças americanas e defende que a Europa assuma maior responsabilidade pela própria segurança.

Na publicação, Trump compartilhou um gráfico com os gastos militares dos países da Otan para sustentar sua crítica de que os Estados Unidos continuam respondendo pela maior parcela dos investimentos da aliança.

Sob pressão de Washington, os países da Otan aprovaram no ano passado a meta de elevar os gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035.

O tema deve voltar ao centro das discussões durante a reunião de líderes da próxima semana, que reunirá os 32 integrantes da aliança em Ancara.

A expectativa é que os países debatam a implementação da nova meta de investimentos em um cenário de aumento das tensões geopolíticas e de revisão da estratégia de segurança liderada pelos Estados Unidos.

*Com AFP

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