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Trump acusa JPMorgan de discriminação política e ameaça processar banco

Trump diz ter tido as contas no maior banco dos EUA encerradas 'indevidamente' após ataque ao Capitólio

Trump diz ter sido tratado de forma injusta e avalia processar o maior banco dos EUA (Alex Wong/Getty Images)

Trump diz ter sido tratado de forma injusta e avalia processar o maior banco dos EUA (Alex Wong/Getty Images)

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 17h45.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o JPMorgan Chase, maior banco do país, e o CEO da instituição, Jamie Dimon. Em publicação na Truth Social, Trump disse ter sido alvo de discriminação política e afirmou que avalia entrar com uma ação judicial contra o banco por supostamente ter perdido acesso a serviços bancários após o ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

Segundo Trump, o JPMorgan teria solicitado o encerramento de contas que ele mantinha havia décadas. O presidente atribui a decisão às suas posições políticas e aos desdobramentos do episódio em que apoiadores invadiram o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020.

"Processarei o JPMorgan Chase nas próximas duas semanas por me DESBANCAR indevidamente e inapropriadamente após o protesto de 6 de janeiro, um protesto que se provou correto para aqueles que protestaram — a eleição foi FRAUDADA!", disse o presidente dos EUA.

Ele, no entanto, não detalhou como teria ocorrido a exclusão do sistema bancário. Procurado pela Bloomberg, o JPMorgan não se manifestou até o momento.

O caso ganhou repercussão após reportagem do Wall Street Journal relatar que Trump teria comentado, meses atrás, a possibilidade de indicar Jamie Dimon para presidir o Federal Reserve. O presidente negou a informação e usou o episódio para intensificar as críticas ao banco.

"Por que o The Wall Street Journal não me ligou para perguntar se tal oferta foi feita? Eu teria respondido prontamente: "NÃO", e esse teria sido o fim da história", publicou Trump nas redes sociais.

Jamie Dimon já declarou publicamente que não aceitaria comandar o Fed e nega que o JPMorgan adote critérios políticos na relação com clientes. "Não encerramos contas nem retiramos serviços por motivos religiosos ou políticos", afirmou o executivo em entrevista recente.

Trump ainda não anunciou quem pretende indicar para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve, cujo mandato termina em maio.

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