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Temer evita uso do termo 'faxina' para demissões

Para Temer, a decisão de Dilma de abrir diálogo direto com os líderes dos partidos aliados é "uma medida muito útil"

Vice-presidente evitou comentar sobre novas demissões no Ministério dos Transportes, por conta das denúncias de superfaturamento e desvio de dinheiro público (Lailson Santos/Veja)

Vice-presidente evitou comentar sobre novas demissões no Ministério dos Transportes, por conta das denúncias de superfaturamento e desvio de dinheiro público (Lailson Santos/Veja)

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Da Redação

Publicado em 19 de agosto de 2011 às 09h35.

Rio - No dia seguinte da saída do peemedebista Wagner Rossi do Ministério da Agricultura, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) responsável pela indicação do ex-ministro, minimizou a crise na base do governo e rejeitou o termo "faxina" para as modificações feitas pela presidente Dilma Rousseff. "Zero estremecimento. A vida continua. Não há estremecimento algum", afirmou Temer na noite de hoje, ao chegar à sede da Academia Brasileira de Filosofia, onde recebeu o título de doutor honoris causa, no Rio de Janeiro.

Para Temer, a decisão de Dilma de abrir diálogo direto com os líderes dos partidos aliados é "uma medida muito útil". O vice disse que a presidente "insistiu muito para que o ex-ministro Wagner Rossi continuasse", mas que ele decidiu sair "por motivos familiares". Questionado sobre a continuidade da "faxina", Temer disse que a "palavra é equivocada" e preferiu falar em "modificações que se mostraram necessárias".

"O vocábulo tem grande significação de compreensão popular, mas não é essa a intenção do governo. A intenção é melhorar cada vez mais a máquina administrativa para governar bem", afirmou o vice-presidente. "Não sei o que vai acontecer no futuro, mas o governo está prosseguindo com toda tranquilidade e a base aliada continua aliada", concluiu Temer.

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