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Superbactéria mata 2 pessoas em hospital de Los Angeles

Os pacientes se infectaram após a utilização de endoscópios contaminados com o microrganismo


	Médicos: há pelo menos outros cinco pacientes do centro infectados com a bactéria
 (Thomas Northcut/Thinkstock)

Médicos: há pelo menos outros cinco pacientes do centro infectados com a bactéria (Thomas Northcut/Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 19 de fevereiro de 2015 às 05h43.

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Washington - Uma bactéria perigosa e resistente a antibióticos causou a morte de duas pessoas em um hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos, que se infectaram após a utilização de endoscópios contaminados com o microrganismo, aos quais 180 pacientes também foram expostos, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

O surto no Ronald Reagan UCLA Medical Center de Los Angeles é o último de uma série de casos similares ocorridos desde 2012, em hospitais da Pensilvânia, de Illinois e no estado de Washington.

Há pelo menos outros cinco pacientes do centro infectados com a bactéria conhecida como "CRE", resistente a antibióticos e com alto índice de mortalidade.

Caso a infecção atinja o sistema circulatório do paciente, o índice de letalidade do microrganismo chega a 50%.

O hospital descobriu o surto no mês passado, quando fazia exames em um paciente e começou a notificar nesta semana os outros 179 que foram tratados entre outubro e janeiro, para que compareçam ao centro para serem examinados.

Os endoscópios que foram contaminados com a bactéria são aparelhos utilizados para a realização de exames de imagem.

O objeto é inserido na garganta e auxilia os médicos no tratamento de câncer, pedras biliares e outras doenças do sistema digestivo.

O hospital garante que identificou pelo menos dois aparelhos contaminados e afirmou que foram seguidos todos os protocolos estabelecidos para a desinfecção e esterilização do equipamento.

Alguns especialistas consideram que esses endoscópios, por seu projeto e desenho, são muito difíceis de serem completamente esterilizados.

As autoridades estaduais e federais estão investigando o ocorrido neste hospital de Los Angeles para elaborar uma estratégia que sirva para evitar surtos como esse em outros centros de saúde do país. 

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