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Suécia faz acordo de defesa com EUA que possibilitará envio de armas nucleares

País europeu faz parte da Otan desde março deste ano

As bandeiras da Suécia e dos Estados Unidos, posicionadas para reunião dos ministros da defesa de ambos os países, em 18 de maio de 2022 em Arlington, Estados Unidos (AFP/AFP)

As bandeiras da Suécia e dos Estados Unidos, posicionadas para reunião dos ministros da defesa de ambos os países, em 18 de maio de 2022 em Arlington, Estados Unidos (AFP/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 19 de junho de 2024 às 08h13.

O Parlamento sueco ratificou, nesta terça-feira, 18, por ampla maioria um acordo de defesa com os Estados Unidos, que segundo seus detratores facilitará o envio de armas nucleares e a instalação de bases americanas permanentes na Suécia.

O Acordo de Cooperação de Defesa (DCA), assinado por Estocolmo e Washington em dezembro, foi aprovado por 266 dos 349 deputados. Trinta e sete votaram contra e 46 estavam ausentes.

O acordo é uma demonstração das mudanças na política de defesa de Estocolmo, em decorrência da invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022, que levou países tradicionalmente neutros como Finlândia e a própria Suécia a solicitar adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Finlândia aderiu em abril de 2023 e a Suécia, em março deste ano.

O pacto autoriza as forças americanas a acessar 17 bases de defesa suecas e a armazenar equipamentos militares, armas e munições no país.

No entanto, seus detratores apontaram que o acordo deveria ter estipulado a proibição de armas nucleares na Suécia.

Nesse sentido, o governo do primeiro-ministro Ulf Kristersson, de centro-direita, apoiado pelo partido de extrema direita Democratas da Suécia (SD), assegurou que o acordo respeita a soberania sueca.

"Está claro que a Suécia é uma nação soberana e que nenhum país poderá forçar a Suécia a ter armas nucleares em seu território", afirmou o ministro da Defesa, Pal Jonson, durante o debate parlamentar.

 

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