Mundo

Segundo Alemanha, EUA querem "tirar gás russo" da UE

Sanções aprovadas contra a Rússia foram denunciadas por Moscou e criticadas por Bruxelas, já que podem afetar as empresas europeias

Sigmar Gabriel: a Alemanha acredita que as sanções dificultarão a aquisição de gás russo (Fabrizio Bensch/Reuters)

Sigmar Gabriel: a Alemanha acredita que as sanções dificultarão a aquisição de gás russo (Fabrizio Bensch/Reuters)

A

AFP

Publicado em 4 de agosto de 2017 às 19h56.

O chefe da diplomacia alemã, Sigmar Gabriel, considera que as sanções adotadas nesta quarta-feira por Washington contra a Rússia pretendem, em parte, dificultar a aquisição de gás russo pelos europeus.

"Mesclar de maneira tão frontal a política estrangeira e os interesses econômicos e dizer 'queremos tirar o gás russo do mercado europeu' é sem dúvida algo que não podemos aceitar", afirmou Gabriel durante um encontro nesta sexta-feira com seu equivalente eslovaco em Wolfsburg.

As sanções, aprovadas por uma ampla maioria do Congresso americano e anunciadas nesta quarta com reticência pelo presidente Donald Trump, foram denunciadas por Moscou e criticadas por Bruxelas, já que podem afetar as empresas europeias e, no longo prazo, sua aquisição de gás russo.

No centro das preocupações figura o projeto Nord Stream 2, de construção de um gasoduto entre Rússia e Alemanha através do mar Báltico, desenvolvido pelo gigante russo Gazprom e cinco grupos europeus: o francês Engie, os alemães Uniper (ex-EON) e Wintershall (BASF), o austríaco OMV e o anglo-holandês Shell.

Com a lei, o presidente Trump teria a possibilidade de sancionar as empresas que trabalhem em gasodutos provenientes da Rússia, limitando, por exemplo, seu acesso a bancos americanos e excluindo-as de licitações públicas nos Estados Unidos.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)AlemanhaUnião EuropeiaRússia

Mais de Mundo

Terremoto na Venezuela muda cenário político para Delcy Rodríguez

Terremoto na Venezuela: 920 mortos e mais de 50 mil desaparecidos no 3º dia de buscas

A competição, e não a geopolítica, é o maior obstáculo para multinacionais na China

Terremoto na Venezuela: novo tremor de magnitude 4,9 é sentido em Caracas