Mundo

Rússia teme protestos financiados pelos EUA em campanha de 2018

O vice-ministro das Relações Exteriores russo disse "não descartar" a possibilidade de interferência americana nas eleições de março do ano que vem

Sergei Ryabkov: o vice-ministro lembrou que os EUA "estão há décadas interferindo nos assuntos de outros Estados" (Denis Sinyakov/Reuters)

Sergei Ryabkov: o vice-ministro lembrou que os EUA "estão há décadas interferindo nos assuntos de outros Estados" (Denis Sinyakov/Reuters)

E

EFE

Publicado em 25 de setembro de 2017 às 11h20.

Moscou - Os Estados Unidos aumentarão sua interferência nos processos políticos na Rússia às vésperas das eleições presidenciais de março do ano que vem e podem financiar ações de protesto contra o Kremlin, advertiu nesta segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.

"Não descartamos que parte dos recursos de Washington (destinados a influir na política russa) seja dedicada ao apoio de ações de protesto", disse Ryabkov, citado por veículos de imprensa locais, em uma mesa redonda realizada no Senado russo.

O vice-ministro lembrou que os EUA "estão há décadas interferindo nos assuntos de outros Estados" e na Rússia já apoiaram as manifestações em massa que seguiram as eleições parlamentares e presidenciais em 2011 e 2012.

"Em geral é possível prever que as tentativas de influir na situação, de prejudicar a estabilidade desde dentro, não diminuirão conforme as eleições presidenciais se aproximam. Irão aumentar. Devemos estar preparados para enfrentar esta situação", ressaltou Ryabkov.

Moscou, advertiu o diplomata, "acompanhará de perto os eventos e proporá medidas para resistir a estas tentativas e conter a destrutiva linha de interferência nos assuntos internos, que continua sendo um dos pilares principais da política dos EUA para a Rússia".

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)RússiaEleições

Mais de Mundo

Ebola mata 2.184 na RDC em surto com 4.665 casos

Irã confirma presença na cúpula dos Brics em setembro

Terremoto de 7,4 na Colômbia deixa 281 mortos; buscas continuam

'Nações Desunidas': por que o próximo líder da ONU herdará entidade fragmentada