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Ataque russo com drones deixa pelo menos 37 mortos perto de Kiev

Depósito atingido ficava perto de prédios residenciais e de um lar de idosos; Primeiro ministro ucraniano fala em "negligência criminosa"

Fumaça é vista após ataque russo com drones a um depósito de munições na região de Kiev (AFP)

Fumaça é vista após ataque russo com drones a um depósito de munições na região de Kiev (AFP)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 29 de agosto de 2026 às 14h25.

Última atualização em 29 de agosto de 2026 às 14h31.

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Um ataque russo com drones contra um depósito de munições do Exército ucraniano elevou para 37 o número de mortos na região de Kiev.

O bombardeio ocorreu na noite de sexta-feira, 28, e atingiu instalações de uma empresa na localidade de Mila, no distrito de Bucha, a oeste da capital ucraniana. Outras 42 pessoas ficaram feridas e mais de 380 moradores precisaram deixar o local.

Segundo a Procuradoria-Geral da Ucrânia, o drone atingiu a propriedade pouco depois das 20h (14h10 em Brasília), dando início a um incêndio seguido de sucessivas detonações. Vídeos que circularam nas redes mostram uma explosão de grandes dimensões, com chamas se espalhando em várias direções.

Entre os mortos está Taras Didich, prefeito do vilarejo de Dmitrivska, que participava dos esforços de resgate no momento do ataque.

Munições perto de área residencial e lar de idosos

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou o local atingido como um depósito militar que armazenava "munições que nunca deveriam estar lá", incluindo projéteis de artilharia, minas e drones. Segundo ele, a explosão também danificou casas na vizinhança, além de um centro de assistência a idosos e pessoas com deficiência.

Zelensky já havia reforçado publicamente que munições não devem ficar armazenadas perto de residências ou outras áreas habitadas e o alerta que ganhou peso diante da repetição do episódio.

É a segunda vez em cerca de dois meses que um depósito de munições nos arredores de Kiev é atingido em um ataque russo.

Em julho, um episódio semelhante na cidade de Vyshneve deixou dez mortos e centenas de casas danificadas. Uma investigação sobre aquele caso identificou falhas da estatal responsável pelo depósito, que não seguiu as normas de segurança mesmo com a instalação próxima a áreas residenciais.

O primeiro-ministro ucraniano, Serhii Koretskyi, criticou a repetição do problema. "Agora, no quinto ano da invasão, cometer o mesmo erro repetidamente equivale a negligência criminosa", afirmou em mensagem publicada no Telegram, defendendo punição para os responsáveis.

A Procuradoria-Geral abriu investigação para apurar a legalidade do armazenamento de material explosivo nas instalações atingidas, incluindo se a empresa que ainda não teve o nome diviguldado possuía as licenças necessárias para operar dessa forma.

Terceiro dia seguido de ataques

O bombardeio em Bucha faz parte de uma ofensiva aérea russa que já dura três dias consecutivos contra Kiev e a região metropolitana.

Segundo Zelensky, outras nove regiões do país também foram alvo de ataques na mesma madrugada, enquanto a capital segue sob bombardeios quase ininterruptos de drones de alta velocidade.

Neste sábado, 29, novas vítimas foram registradas em ataques ao longo do dia: uma adolescente de 14 anos morreu em Boryspil, e uma criança de 2 anos morreu na capital após ser atingida por destroços de um drone abatido pela defesa antiaérea, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.

A Rússia tem intensificado o uso de mísseis balísticos e drones de alta velocidade, equipamentos mais difíceis de interceptar pelos sistemas de defesa ucranianos, o que tem elevado o número de vítimas civis nos últimos meses de guerra.

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