Mundo

Rússia cobra implementação de propostas dos EUA para fim da guerra na Ucrânia

Kremlin afirma que ideias apresentadas por Washington são “úteis”, mas seguem sem execução

Publicado em 29 de março de 2026 às 13h15.

Priorizar nos meus resultados Google

O Kremlin afirmou neste domingo que as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia ainda não foram implementadas, apesar de serem consideradas relevantes por Moscou.

Segundo o governo russo, as ideias americanas são “úteis”, mas seguem sem aplicação prática no conflito.

A declaração foi feita por Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, em entrevista à televisão estatal. Ele afirmou que Washington apresentou uma série de iniciativas ao longo das negociações, mas que não houve avanço concreto até o momento.

“Os Estados Unidos apresentaram várias ideias interessantes e até úteis, mas até agora elas não foram implementadas”, disse Ushakov.

O Kremlin também defende que os EUA pressionem o governo ucraniano a aceitar os termos discutidos nas negociações.

Segundo Ushakov, parte dessas propostas foi discutida anteriormente em encontros entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo reuniões realizadas no Alasca no ano passado.

O assessor destacou que o cumprimento desses entendimentos seria, na avaliação de Moscou, um passo necessário para retomar o avanço diplomático.

As negociações de paz estão paralisadas, em meio à sobreposição de agendas internacionais e ao envolvimento dos EUA em outros conflitos.

As partes envolvidas já haviam reconhecido a interrupção das tratativas, com impacto direto da atuação dos Estados Unidos em outras frentes geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio.

Com agência EFE.

Acompanhe tudo sobre:RússiaEstados Unidos (EUA)

Mais de Mundo

Sem agenda oficial com Trump, Lula se reunirá com senador Bernie Sanders nos EUA

Presidente interina da Venezuela irá à Assembleia da ONU

Partido de Putin vence eleições russas com maioria

Lula chega a Nova York para agenda enxuta na ONU, com artigo pró-multilateralismo no Financial Times