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Rússia aumentará área de exportações de armas, segundo Putin

O líder do Kremlin destacou que os clientes frequentes sabem que as armas russas se destacam por sua "confiabilidade e alta efetividade"


	Putin: "Certamente, desenvolveremos cooperação técnico-militar não só com nossos compradores tradicionais. Planejamos ampliar a geografia de nossa cooperação"
 (REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin)

Putin: "Certamente, desenvolveremos cooperação técnico-militar não só com nossos compradores tradicionais. Planejamos ampliar a geografia de nossa cooperação" (REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin)

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Da Redação

Publicado em 25 de maio de 2015 às 13h53.

Moscou - O presidente russo, Vladimir Putin, assegurou nesta segunda-feira que seu país aumentará o número de nações para as quais exporta armas, âmbito no qual Rússia é a segunda potência mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

"Certamente, desenvolveremos cooperação técnico-militar não só com nossos compradores tradicionais. Planejamos ampliar a geografia de nossa cooperação", disse Putin durante a reunião da comissão que administra a venda de armas para o exterior.

O líder do Kremlin, que cifrou as exportações de armas em US$ 15,5 bilhões em 2014, destacou que os clientes frequentes sabem que as armas russas se destacam por sua "confiabilidade e alta efetividade".

"Nossa vantagem competitiva são os longos anos de bem-sucedida exploração do armamento russo em todas as regiões do mundo (...) desde a Ásia, à África e América Latina", disse.

A Rússia ocupa o segundo posto no mercado de armas com 27%, só atrás dos EUA com 31%, enquanto "todos os demais países claramente ficam atrasados", disse em alusão à França e ao Reino Unido, entre outros.

Para o presidente russo, essa posição "é uma grande conquista em um mercado que muda de maneira dinâmica. No ano passado, nossos fabricantes de armas participaram de 24 feiras internacionais, a produção nacional chegou a 62 países e foram assinados acordos de cooperação com 91 países de todo o mundo", assinalou.

Putin, que estimou em mais de 50 bilhões as encomendas de armas do estrangeiro, pediu que haja design de armas de nova geração, renovação dos quadros de especialistas e ênfase na produção conjunta com outros países, como no caso da Índia.

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