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Rússia ameaça atacar 'centros' de comando em Kiev

As forças russas se retiraram da região de Kiev no fim de março. Durante um mês, elas tentaram cercar a capital e a bombardearam

Guerra: Na última segunda-feira, o líder dos separatistas pró-Rússia de Donetsk, que lutam ao lado do Exército russo em Mariupol, fez o mesmo anúncio (Sergei Supinsky/AFP)

Guerra: Na última segunda-feira, o líder dos separatistas pró-Rússia de Donetsk, que lutam ao lado do Exército russo em Mariupol, fez o mesmo anúncio (Sergei Supinsky/AFP)

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AFP

Publicado em 13 de abril de 2022 às 16h17.

O Exército da Rússia ameaçou nesta quarta-feira (13) atacar centros de comando na capital ucraniana, Kiev, que Moscou havia desistido de tomar até agora, se as tropas ucranianas continuarem atacando o território russo.

"Vemos tentativas de sabotagem e bombardeios das forças ucranianas contra posições no território da Federação da Rússia", disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov. "Se esses fatos continuarem, o Exército russo atacará centros de tomada de decisões, também em Kiev, algo que o Exército russo se absteve de fazer até agora", acrescentou.

As forças russas se retiraram da região de Kiev no fim de março. Durante um mês, elas tentaram cercar a capital e a bombardearam. Entre os armamentos que a Rússia possui, estão os mísseis hipersônicos, que são impossíveis de interceptar durante o voo devido à sua velocidade, e Moscou afirma que já os utilizou na Ucrânia.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo também anunciou nesta quarta-feira que a região do porto de Mariupol, uma cidade estratégica do sudeste da Ucrânia, havia sido conquistada.

Na última segunda-feira, o líder dos separatistas pró-Rússia de Donetsk, que lutam ao lado do Exército russo em Mariupol, fez o mesmo anúncio.

"Os remanescentes das unidades ucranianas e dos nazistas [do batalhão] Azov presentes na cidade estão bloqueados e privados da possibilidade de sair do cerco", disse hoje Konashenkov.

O porta-voz também assegurou que Moscou havia destruído 36 alvos militares ucranianos durante ataques nas últimas 24 horas.

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