Rubio: Trump comparou os cenários da Venezuela e de Cuba e indicou que os Estados Unidos pretendem agir em defesa da população da ilha (Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 12h19.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou no sábado, 4, que Cuba deve estar em alerta após a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela.
“Se eu estivesse em Havana, estaria preocupado, mesmo que um pouco”, declarou o chanceler ao lado do presidente Donald Trump, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago, na Flórida.
Rubio classificou a ação como um golpe direto à estrutura de inteligência cubana, que, segundo ele, exerce forte influência sobre o aparato de segurança da Venezuela.
“Todos aqueles guardas que ajudavam na proteção de Maduro, até a agência de espionagem venezuelana, estavam cheios de cubanos”, disse o secretário.Segundo Rubio, com a prisão de Maduro, “a Venezuela deve declarar sua independência de Cuba”.
O ex-presidente venezuelano foi detido por forças especiais americanas em uma residência de segurança máxima em Caracas e, desde então, permanece sob custódia dos EUA.
Durante o mesmo pronunciamento, Trump afirmou que o objetivo de sua gestão é apoiar o povo cubano contra o regime implantado após a revolução.
“O sistema castrista não é bom para Cuba. Esse povo sofreu por muitos e muitos anos”, declarou o presidente.Trump comparou os cenários da Venezuela e de Cuba e indicou que os Estados Unidos pretendem agir em defesa da população da ilha.
“Queremos nos cercar de bons vizinhos e estabilidade. Cuba é uma nação falida e queremos ajudar o povo cubano, inclusive aqueles que vivem hoje nos EUA.”
Rubio também anunciou que o embargo ao petróleo venezuelano será mantido e que os Estados Unidos bloquearão o envio de combustível para Cuba, medida que atinge diretamente uma das principais fontes de abastecimento da ilha.
Com agência EFE.