Rio lança primeiro ônibus flex GNV+Diesel do país

Veículos passarão por um ano de testes antes de serem usados comercialmente; expectativa é de uma diminuição de 20% nas emissões de gás carbônico

Rio de Janeiro – O governo do Rio apresentou hoje (10) o protótipo do ônibus com tecnologia flex GNV/Diesel, capaz de rodar com até 90% de gás natural, que emite 20% menos gás carbônico que o diesel. O secretário de Transportes, Julio Lopes, explicou que o protótipo passará por testes operacionais durante um ano para aprovação de uso comercial e urbano.

“Finalizados os testes, vamos criar um estímulo aos empresários para a troca da frota. Além disso, o dono dos ônibus será atraído por um veículo que pode consumir menos, com custo operacional menor. A vantagem maior é para o cidadão, que vai respirar um ar muito mais limpo”. Julio Lopez disse que existe uma perspectiva muito boa de se baratear a passagem de ônibus no futuro, com a queda do custo operacional.

O projeto, coordenado pelo governo estadual, foi desenvolvido com tecnologia nacional pela Man Latin América, Robert Bosh AL e Volkswagen. O protótipo já foi homologado pelo Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e faz parte de um programa do governo para tornar sustentáveis 100% da frota de transportes do Rio até 2016, ano em que a cidade vai sediar as Olimpíadas.

A presidenta do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, comemorou a iniciativa que, segundo ela, vai diminuir significativamente a emissão de gases de efeito estufa e de particulado, um dos principais problemas de qualidade do ar no Rio.

“Como a frota de ônibus é trocada a cada cinco anos aqui no estado, a expectativa é que o Rio tenha em 2016 a maioria dos ônibus flex, assim como hoje o estado tem quase toda a frota de carros leves com motor flex”.

De acordo com dados da Secretaria de Transportes, o estado tem cerca de 748 mil veículos com tecnologia GNV e 421 postos de abastecimento de gás natural veicular. A Ceg, da Empresa Gas Natural Fenosa, vai investir a um custo de cerca de R$ 40 milhões em um sistema de abastecimento para suprir a demanda dessa tecnologia até 2016.

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) informou que não tem conhecimento do projeto e que por isso não faria comentários sobre a viabilidade de o ônibus com tecnologia flex substituir a frota atual.

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