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Relatório da ONU aponta avanço "dramático" no combate à Aids

Vírus afeta atualmente cerca de 35,3 milhões de pessoas no mundo, e o número de mortes caiu para 1,6 milhão em 2012

O HIV, causador da Aids: vírus é transmitido por fluidos corporais, como sangue, sêmen e leite materno, mas pode ser controlado com um coquetel de medicamentos chamado terapia antirretroviral (C. Goldsmith / US CDC)
DR

Da Redação

Publicado em 23 de setembro de 2013 às 10h51.

Londres - Os índices globais de contaminações pelo HIV e de mortes associadas à Aids foram drasticamente reduzidos, graças à ampliação do acesso ao tratamento, disse a ONU em um relatório anual divulgado na segunda-feira.

O vírus afeta atualmente cerca de 35,3 milhões de pessoas no mundo, e o número de mortes caiu para 1,6 milhão em 2012, depois de alcançar um auge de 2,3 milhões em 2005 e cair para 1,7 milhão em 2011. O número de novas contaminações passou para 2,3 milhões no ano passado, 200 mil novos casos a menos do que no ano anterior.

O vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids , é transmitido por fluidos corporais, como sangue, sêmen e leite materno, mas pode ser controlado com um coquetel de medicamentos chamado terapia antirretroviral.

Até o final de 2012, cerca de 9,7 milhões de pessoas em países pobres e de renda média tinham acesso a drogas contra a Aids, um aumento de quase 20 por cento em um ano.

Desde 2001, segundo o relatório, houve uma queda de 52 por cento nas novas contaminações pelo HIV entre crianças, e uma redução de 33 por cento no índice geral de contaminações (crianças e adultos).

Em 2011, os países da ONU concordaram com uma meta de levar o tratamento a 15 milhões de pessoas até 2015. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde adotou uma nova meta, ampliando em mais de 10 milhões o número de pessoas a serem colocadas em tratamento.

Michel Sidibé, diretor-executivo da Unaids (agência da ONU para o combate à doença) disse em nota na segunda-feira que a comunidade internacional deve ter como objetivo ultrapassar a meta de 2015, com "a visão e o compromisso de garantir que ninguém fique para trás".

O relatório diz ainda que doações para o combate ao HIV se mantêm praticamente inalteradas desde 2008, mas que os gastos individuais dos governos nacionais cresceram, respondendo em 2012 por 53 por cento dos recursos globais contra o HIV.

A soma dessas quantias em 2012 ficou em 18,9 bilhões de dólares, o que está aquém dos 22 a 24 bilhões de dólares que, segundo estimativas, serão necessários anualmente até 2015.

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Londres - Os índices globais de contaminações pelo HIV e de mortes associadas à Aids foram drasticamente reduzidos, graças à ampliação do acesso ao tratamento, disse a ONU em um relatório anual divulgado na segunda-feira.

O vírus afeta atualmente cerca de 35,3 milhões de pessoas no mundo, e o número de mortes caiu para 1,6 milhão em 2012, depois de alcançar um auge de 2,3 milhões em 2005 e cair para 1,7 milhão em 2011. O número de novas contaminações passou para 2,3 milhões no ano passado, 200 mil novos casos a menos do que no ano anterior.

O vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids , é transmitido por fluidos corporais, como sangue, sêmen e leite materno, mas pode ser controlado com um coquetel de medicamentos chamado terapia antirretroviral.

Até o final de 2012, cerca de 9,7 milhões de pessoas em países pobres e de renda média tinham acesso a drogas contra a Aids, um aumento de quase 20 por cento em um ano.

Desde 2001, segundo o relatório, houve uma queda de 52 por cento nas novas contaminações pelo HIV entre crianças, e uma redução de 33 por cento no índice geral de contaminações (crianças e adultos).

Em 2011, os países da ONU concordaram com uma meta de levar o tratamento a 15 milhões de pessoas até 2015. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde adotou uma nova meta, ampliando em mais de 10 milhões o número de pessoas a serem colocadas em tratamento.

Michel Sidibé, diretor-executivo da Unaids (agência da ONU para o combate à doença) disse em nota na segunda-feira que a comunidade internacional deve ter como objetivo ultrapassar a meta de 2015, com "a visão e o compromisso de garantir que ninguém fique para trás".

O relatório diz ainda que doações para o combate ao HIV se mantêm praticamente inalteradas desde 2008, mas que os gastos individuais dos governos nacionais cresceram, respondendo em 2012 por 53 por cento dos recursos globais contra o HIV.

A soma dessas quantias em 2012 ficou em 18,9 bilhões de dólares, o que está aquém dos 22 a 24 bilhões de dólares que, segundo estimativas, serão necessários anualmente até 2015.

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