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Rebeldes sírios ameaçam atacar líderes que não desertarem

Na nota, o ELS adverte que também considerará como alvos legítimos "os agentes e membros do Partido do Demônio (em referência ao Hezbollah)"

Bashar al-Assad: O ELS antecipou que seu próximo passo será cercar "os postos de segurança, militares e de "shabiha" (milicianos pró-governo) para eliminá-los" (Sana/Divulgação/Reuters)

Bashar al-Assad: O ELS antecipou que seu próximo passo será cercar "os postos de segurança, militares e de "shabiha" (milicianos pró-governo) para eliminá-los" (Sana/Divulgação/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 17 de julho de 2012 às 13h48.

Cairo - O Exército Livre Sírio (ELS), de oposição ao regime de Bashar al Assad, ameaçou nesta terça-feira promover ataques contra líderes civis e militares do governo se não desertarem antes do fim deste mês.

Um comunicado divulgado nesta terça-feira pelo ELS dentro da Síria e assinado por seu porta-voz, coronel Qasem Saadedin, diz que os rebeldes garantirão a segurança dos desertores que se unirem à oposição.

Na nota, o ELS adverte que também considerará como alvos legítimos "os agentes e membros do Partido do Demônio (em referência ao grupo xiita libanês Hezbollah), aos da guarda revolucionária iraniana e as organizações palestinas pró Assad".

Por outro lado, o texto explica que os confrontos dos últimos dias entre o ELS e o exército do governo, em Damasco e seus arredores, ocorreram em uma operação "para responder aos crimes brutais" em todas as províncias da Síria.

"Esta operação inclui o fechamento das estradas para bloquear o movimento de veículos e impedir a chegada de reforços e provisões (do exército) para nos apropriarmos deles", diz a nota.

O ELS antecipou que seu próximo passo será cercar "os postos de segurança, militares e de "shabiha" (milicianos pró-governo) para eliminá-los". Além disso, disse que tem a intenção de atacar delegacias e penitenciárias e libertar seus integrantes que estão presos. 

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