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Rebeldes perdem cidade na Síria

Forças do presidente retomaram uma cidade na fronteira com o Líbano e pressionam uma ofensiva contra os rebeldes em Tel Kalakh

Parentes visitam túmulos em cemitério de combatentes xiitas na área de Sayeda Zainab: conflito já custou mais de 100 mil vidas (Alaa Al-Marjani/Reuters)

Parentes visitam túmulos em cemitério de combatentes xiitas na área de Sayeda Zainab: conflito já custou mais de 100 mil vidas (Alaa Al-Marjani/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 26 de junho de 2013 às 12h18.

Beirute - Forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, retomaram uma cidade na fronteira com o Líbano e pressionam uma ofensiva contra os rebeldes em um conflito que já custou mais de 100 mil vidas, disseram ativistas nesta quarta-feira.

O Exército assumiu o controle total de Tel Kalakh, expulsando os rebeldes e encerrando uma trégua não oficial sob a qual foi permitida a permanência de uma pequena presença rebelde por vários meses.

A queda de Tel Kalakh, a 3 km da fronteira com o Líbano, marca mais um ganho para Assad, após a captura do reduto rebelde de Qusair este mês, e consolida seu controle ao redor da cidade central de Homs, que liga Damasco a sua região central alauíta, sobre a costa do Mediterrâneo.

Como Qusair, Tel Kalakh foi usada por rebeldes nos estágios iniciais do conflito como um ponto de transferência de armas e combatentes contrabandeados à Síria para se juntar à luta contra Assad.

Sites pró-Assad mostraram vídeos de soldados que patrulham a cidade em carros blindados e a pé.

Mais de 100 mil pessoas morreram desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, que tornou-se a mais prolongada e violenta revolta da chamada Primavera Árabe, disse nesta quarta-feira um grupo de monitoramento da violência.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha e que faz oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que o número inclui 18 mil combatentes rebeldes e 40 mil soldados e milicianos pró-Assad.

Mas o verdadeiro número de mortos deve ser o dobro dessa estimativa, devido ao segredo de ambas as partes em revelar suas baixas, de acordo com o Observatório.

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