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Presidente do Sri Lanka pede calma após série de atentados

Os ataques contra minorias religiosas na ilha vêm se repetindo. No Sri Lanka, a população cristã representa 7%

Explosões deixam pelo menos 185 mortos e 469 feridos no Sri Lanka (Dinuka Liyanawatte/Reuters)

Explosões deixam pelo menos 185 mortos e 469 feridos no Sri Lanka (Dinuka Liyanawatte/Reuters)

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EFE

Publicado em 21 de abril de 2019 às 08h19.

Última atualização em 21 de abril de 2019 às 18h09.

Colombo — O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após uma série de atentados com bomba neste domingo em três hotéis de luxo e três igrejas na ilha, quando era comemorado o Domingo da Ressurreição, e que deixaram até o momento mais de 200 mortos e centenas de feridos.

"Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores", declarou Sirisena em mensagem à nação, em um país no qual foram frequentes os confrontos no passado como reação a fatos violentos.

O presidente, que se mostrou "em 'choque' e triste com o que ocorreu", esclareceu que "as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás destes atos cruéis".

Os fiéis comemoravam hoje o Domingo da Ressurreição, o dia mais importante dentro dos ritos da Semana Santa.

Os ataques contra minorias religiosas na ilha vêm se repetindo, os últimos de relevância em 2018, quando o Governo teve que declarar estado de emergência depois de confrontos entre muçulmanos e budistas.

No Sri Lanka a população cristã representa 7%, enquanto os budistas são cerca de 70%, os hinduístas 15% e os muçulmanos 11%.

No entanto, atentados desta magnitude não tinham acontecido no Sri Lanka desde a guerra civil entre a guerrilha tâmil e o Governo, um conflito que durou 26 anos e terminou em 2009, e que deixou segundo dados da ONU mais de 40 mil civis mortos.

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