Mundo

Presidente de Israel fala sobre massacre armênio

"O povo armênio foi a primeira vítima de um massacre em massa moderno", disse Reuven Rivlin


	Passeata em memória aos 100 anos do genocídio armênio, na Armênia
 (REUTERS/David Mdzinarishvili)

Passeata em memória aos 100 anos do genocídio armênio, na Armênia (REUTERS/David Mdzinarishvili)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de abril de 2015 às 13h36.

Priorizar nos meus resultados Google

Jerusalém - Neste domingo, pela primeira vez na história, um presidente israelense, neste caso Reuven Rivlin, lembrou o centenário do genocídio armênio que custou a vida de um milhão e meio de pessoas durante a I Guerra Mundial (1914-1918).

"O povo armênio foi a primeira vítima de um massacre em massa moderno. Não pretendemos jogar a culpa em nenhum país em particular mas nos identificamos com as vítimas e o horrível resultado deste massacre", disse Rivil hoje em Jerusalém durante um encontro com líderes comunitários e espirituais armênios.

Sexta-feira o mundo homenageou o milhão e meio de armênios que morreram pelas mãos do Império Otomano. Hoje Rivlin pediu aos judeus que não esqueçam destas mortes.

"Há duas semanas, o povo judeu celebrou o Dia da Lembrança do Holocausto. Após este horrível Holocausto, lembrar a tragédia do povo armênio é uma obrigação, humana e moral, para o povo judeu", afirmou Rivlin.

O presidente israelense disse que o mal pode assolar qualquer povo ou grupo e rejeitou o uso "cínico" da linguagem com propósitos políticos.

O representante do Patriarca armênio, o arcebispo Aris Shirvanian, expressou seu mal-estar a Rivlin porque o Estado de Israel não se referiu aos crimes sobre o povo armênio como "genocídio", e Rivlin reconheceu que os líderes israelenses devem dar mais importância a este episódio.

O cônsul armênio, Tsolag Momjian, qualificou o evento de hoje de "histórico" e apontou que pela primeira vez o parlamento israelense (Knesset), é integrado por dois líderes de sua comunidade, Nachman Shai, da coalizão de centro-esquerda União Sionista, e Anat Berko, do direitista Likud.

"O genocídio armênio não é um caso políticom mas moral. E quero agradecer ao presidente que tenha criado esta oportunidade histórica de hoje", destacou Momjian.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaEuropaTurquiaIsraelGenocídioArmênia

Mais de Mundo

Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva de Santiago Peña

Votos não contabilizados em cartão de memória mudam eleição na Geórgia

Presidente de Israel dará ao líder da oposição a missão de formar governo

Terremoto de magnitude 4,7 atinge a costa do Equador, na província de Manabí