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Presidente da África do Sul admite corrupção em seu partido

O partido de Jacob Zuma governa o país desde o fim do apartheid em 1994; o presidente declarou que "a sigla precisa se livrar das tendências negativas"

Jacob Zuma: o presidente declarou ao Parlamento que estava fazendo um bom trabalho (Stephane de Sakutin/AFP/AFP)

Jacob Zuma: o presidente declarou ao Parlamento que estava fazendo um bom trabalho (Stephane de Sakutin/AFP/AFP)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de junho de 2017 às 20h10.

Johanesburgo - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, reconheceu hoje que há corrupção e outras "tendências negativas" no partido que governa o país desde o fim do apartheid em 1994.

Em uma conferência do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês - o partido de Zuma) o presidente disse que "para restaurar e manter seu caráter, a sigla precisa se livrar das tendências negativas que se arrastam ao longo de anos".

Na semana passada, Zuma declarou ao Parlamento que estava fazendo um bom trabalho, apesar do alto desemprego e da recessão econômica.

Críticos ligam parte dos problemas econômicos à incerteza em torno de Zuma, que demitiu Pravin Gordhan, um respeitado ministro das Finanças, numa reestruturação do gabinete em março.

Duas agências de classificação de risco, Fitch e Standard & Poor's responderam à decisão cortando o rating do país, que perdeu o grau de investimento.

O ANC deve substituir Zuma como líder do partido em uma reunião em dezembro.

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