Presidente armênio é reeleito com 58,64% dos votos

O candidato opositor e ex-ministro das Relações Exteriores Raffi Ovannisián ficou em segundo lugar, com 36,74% dos votos

	 

	Vista geral de Erevan, cidade na Armênia: milhares de opositores se reuniram na véspera em um comício não autorizado para denunciar fraude eleitoral
 (Anya Semeniouk / Wikimedia Commons)
  Vista geral de Erevan, cidade na Armênia: milhares de opositores se reuniram na véspera em um comício não autorizado para denunciar fraude eleitoral (Anya Semeniouk / Wikimedia Commons)
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Da RedaçãoPublicado em 25/02/2013 às 13:30.

Yerevan - O presidente da Armênia, Serge Sargsián, foi reeleito com 58,64% dos votos, segundo dados da apuração das eleições realizadas em 18 de fevereiro, revelados nesta segunda-feira pela Comissão Eleitoral Central (CEC).

De acordo com os números da CEC, o candidato opositor e ex-ministro das Relações Exteriores Raffi Ovannisián ficou em segundo lugar, com 36,74% dos votos.

Os outros cinco aspirantes à presidência obtiveram entre 0,24% e 2,15%.

A participação no pleito ficou situada em 60,18% do censo eleitoral, constituído por algo mais de 2,5 milhões de pessoas.

Segundo a Constituição desta ex-república soviética, o presidente é eleito para um período de cinco anos e pode ser reeleito uma só vez, por isso que Sargsián, no poder desde 2008, não poderá se apresentar à reeleição dentro de cinco anos.

Milhares de opositores se reuniram na véspera em um comício não autorizado, convocado por Ovannisián para denunciar fraude eleitoral.

O ex-ministro de Relações Exteriores anunciou que seus partidários se manifestariam em todas as cidades do país e convocou para o próximo dia 28 um grande comício em Yerevan, que conta com a permissão das autoridades.

O político opositor recebeu o respaldo do ex-presidente Levón Ter-Petrosián, o primeiro chefe de Estado da Armênia pós-soviética.

"Os resultado são muito claros. Serge Sargsián não foi eleito: sua votação é fraudulenta. Quem ganhou foi Raffi Ovannisián. Esta é uma realidade, não tenho nenhuma dúvidas", declarou Ter-Petrosián no sábado.