Mundo

Premiê da Itália diz não ter intenção de renunciar

Enrico Letta deixou claro que se o líder de centro-esquerda Matteo Renzi quiser substituí-lo, ele deverá dizer isso abertamente

Enrico Letta, o primeiro-ministro da Itália, durante uma conferência de imprensa no Palazzo Chigi, em Roma (Remo Casilli/Reuters)

Enrico Letta, o primeiro-ministro da Itália, durante uma conferência de imprensa no Palazzo Chigi, em Roma (Remo Casilli/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de fevereiro de 2014 às 15h47.

Roma - O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, deixou claro nesta quarta-feira que não tem a intenção de renunciar e que se o líder de centro-esquerda Matteo Renzi quiser substituí-lo, ele deverá dizer isso abertamente.

Letta conversou com repórteres em meio a especulações generalizadas de que Renzi, o líder do Partido Democrático (PD), do qual ambos são membros, pressionará para que o PD deixe de apoiar Letta em uma reunião da liderança na quinta-feira.

"Qualquer pessoa que queira tomar o meu lugar deve explicitar suas intenções", disse Letta depois de uma reunião de uma hora com Renzi na qual fontes disseram que nenhum dos dois estava disposto a recuar.

Letta disse que estava orgulhoso das conquistas de seu governo e que estava motivado por um espírito de serviço ao país, e não por ambição pessoal.

O premiê afirmou ainda que não fez nenhuma tentativa para disfarçar as diferenças de opinião com Renzi durante a reunião sobre o futuro do governo italiano.

"O encontro foi, o que você diz, nesses casos, franco", disse Letta a repórteres. "Cada um de nós expôs a sua avaliação, quando você discute é sempre positivo", acrescentou.

Acompanhe tudo sobre:Partidos políticosPolíticaPaíses ricosEuropaItáliaPiigs

Mais de Mundo

Trump condiciona reconstrução de Gaza a desarmamento "total e imediato" do Hamas

Netanyahu exige desmonte da capacidade nuclear do Irã em nova rodada de negociações

"Preocupante", diz Rubio sobre relatório que aponta toxina de rã na morte de Navalny

Trump anuncia mais de US$ 5 bilhões do Conselho de Paz para reconstrução de Gaza