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Polícia detém 3º suspeito de atacar jornalista na Ucrânia

A polícia de Kiev deteve o terceiro suspeito de surrar brutalmente a jornalista opositora Tatiana Chornovil

Jornalista opositora Tatiana Chornovil se recupera de agressões: Tatiana foi hospitalizada com o nariz quebrado, concussão cerebral e vários hematomas (Reuters)

Jornalista opositora Tatiana Chornovil se recupera de agressões: Tatiana foi hospitalizada com o nariz quebrado, concussão cerebral e vários hematomas (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 27 de dezembro de 2013 às 11h45.

Kiev - A polícia de Kiev deteve nesta sexta-feira o terceiro suspeito de surrar brutalmente na madrugada de quarta-feira a jornalista opositora Tatiana Chornovil revelou à imprensa local o advogado de outro detido, Alexei Nazárenko.

As autoridades ucranianas, que abriram uma investigação da surra na mesma quarta-feira, detiveram ontem outros dois suspeitos de agredir a também ativista do "Euromaidán", como está sendo chamado o grande protesto contra o governo ucraniano.

O ataque aconteceu em uma estrada próxima à cidade de Boríspol (nos arredores de Kiev) quando Tatiana voltava da capital para sua casa de carro.

O automóvel da jornalista, segundo seu depoimento à polícia, foi fechado por uma caminhonete da qual saíram dois indivíduos, que quebraram os vidros do carro e, após tirá-la do veículo, bateram várias vezes em sua cabeça.

Após ser encontrada por acaso pela polícia, que notou um carro sem motorista no meio da calçada, a jornalista, que tinha sido abandonada na beira da estrada pelos agressores, foi hospitalizada com o nariz quebrado, concussão cerebral e vários hematomas.

Após as primeiras duas detenções, a polícia disse que a investigação está sendo coordenado pessoalmente pelo ministro do Interior, Vitali Zajárchenko, e que os melhores policiais trabalham no caso.

Tatiana ganhou grande fama na Ucrânia por suas investigações sobre a corrupção entre os altos cargos na Administração do presidente Viktor Yanukovich.

A jornalista relacionou o ataque a sua atividade profissional, em particular com uma reportagem sobre as casas do procurador-geral, Victor Pshonka, e do ministro do Interior, que havia gravado no dia anterior.

Vários jornalistas ucranianos denunciaram recentemente agressões pela polícia antidistúrbios Berkut, o mesmo grupo de elite que tomou parte nos violentos enfrentamentos no centro de Kiev, sacudido há um mês por protestos contra a suspensão da Associação com a União Europeia.

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