Partido Comunista de Cuba debate economia e 'subversão' na Internet

Cerca de 300 delegados do partido de todo país estão reunidos em Havana para este congresso histórico

O oitavo congresso do Partido Comunista de Cuba, que marca a saída de Raúl Castro do poder, aborda, neste sábado, 17, questões cruciais para o país, como a economia, que passa por seu pior momento em quase 30 anos, e a "subversão" on-line.

Cerca de 300 delegados do partido de todo país, representando os "mais de 700 mil" militantes, segundo a imprensa oficial, estão reunidos em Havana para este congresso histórico. O evento começou a portas fechadas na sexta-feira, 16.

Os delegados estão divididos em três comissões de trabalho: uma, dedicada à economia; a segunda, às atividades ideológicas; e a terceira, aos dirigentes e ao papel do partido.

Dirigida pelo primeiro-ministro Manuel Marrero, a primeira destas comissões discute as críticas feitas na sexta-feira por Raúl Castro, de 89 anos, em seu último grande discurso como máximo líder do partido.

Em seu informe central, Raúl defendeu o fim de "trapalhadas e da improvisação, que se potencialize a produtividade e a eficiência no desempenho do setor estatal". O setor representa 85% da economia do país.

Ele disse ainda que será necessário "dar maior dinamismo ao processo de atualização do modelo econômico e social (reformas)", iniciada por ele mesmo em 2008, com uma abertura cautelosa ao trabalho privado e ao investimento estrangeiro.

"Há limites que não podemos ultrapassar, porque as consequências seriam irreversíveis e levariam a erros estratégicos e à própria destruição do socialismo", alertou, referindo-se à expansão do setor privado.

O encontro do partido, que vai até segunda-feira e é o primeiro desde a morte do líder histórico da Revolução Fidel Castro, acontece em um momento crítico. Em 2020, a economia da ilha despencou 11%, sua maior queda desde 1993.

Os debates continuam um dia depois de Raúl Castro confirmar sua saída do cargo de primeiro-secretário da entidade, abrindo caminho para uma nova geração.

Castro também se referiu a "mentira, manipulação e divulgação de notícias falsas" nas redes sociais, que buscam mostrar uma Cuba "moribunda e sem futuro, prestes a entrar em colapso e a dar lugar à explosão social".

"Essas circunstâncias por si mesmas demandam esta urgente transformação (...) no campo ideológico", frisou, ao se referir à "subversão nas redes".

O presidente Miguel Díaz-Canel, de 60 anos, que substituiu Raúl nesta função em 2018, deve ser nomeado primeiro-secretário do partido, a autoridade máxima do país, na segunda-feira (19).

 

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