Partidários do presidente lançam ofensiva no Mali

Os ''boinas vermelhas'' fiéis a Amadou tomaram o controle da sede da rádio e televisão oficial ''ORTM'

Bamaco - Membros dos ''boinas vermelhas'', a guarda presidencial de Amadou Toumani Touré, derrubado no dia 22 de março por um golpe de Estado no Mali, lançaram na tarde desta segunda-feira uma ofensiva surpresa contra a Junta Militar.

''Vamos em direção a Katti (quartel-general da Junta). Estamos decididos'', afirmou à Agência Efe Moussa Diallo, um dos membros dos ''boinas vermelhas'', por telefone.

Os ''boinas vermelhas'' fiéis a Amadou tomaram o controle da sede da rádio e televisão oficial ''ORTM'', onde morreram ao menos três soldados da Junta, segundo declarou à Efe um funcionário da cadeia.

Os fatos tiveram início no começo de tarde, quando foram ouvidos disparos em várias regiões da capital, que causaram pânico na população.

As ruas foram esvaziadas e os soldados da Junta reforçaram suas posições nos arredores do aeroporto. ''Todas as pessoas que estavam no interior do aeroporto puderam sair. Controlamos a situação'', declarou à EFE um sargento da Junta.

A rádio e televisão ''ORTM'' não divulgou os noticiários do início da tarde e tanto jornalistas quanto técnicos se encontram isolados em seu interior sem poder sair, como constatou a Efe.

Até o meio da tarde não havia informações se a ofensiva era um contra-ataque de estado ou simples embates entre as partes, mas fontes próximas à Junta indicaram que a situação era ''muito séria''.


Dezenas de membros da guarda presidencial marcharam em direção a Katti, a guarnição militar situada a 15 km de Bamaco transformada no quartel-general do capitão Yesca Haia Sanogo, chefe da Junta.

O ''boina vermelha'' Moussa Diallo explicou que seus colegas reagiram depois que militares da Junta tentaram prender seu chefe, o tenente-coronel Abdine Guindo.

''Os homens de Sanogo quiseram prender nosso chefe. Vamos mostrar a eles quem somos'', disse.

O capitão Sanogo foi obrigado a aceitar, no dia 6 de abril, a devolução do poder que tomou pela força no dia 22 de março graças a um acordo alcançado com a mediação da Comunidade Econômica da África Ocidental (Cedeao).

Uma semana mais tarde tomou posse como chefe provisório do Estado do Mali Diondounda Traoré, antigo Presidente do Parlamento, com a missão de organizar eleições presidenciais antes de 40 dias.

Sua posse foi seguida da nomeação de um governo de transição no qual membros da Junta conservaram os ministérios estratégicos de Defesa e Interior. 

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