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Parlamento Europeu pede pausa em negociação comercial

Presidente da Eurocâmara pediu que as negociações sejam adiadas e que os próximos passos sejam discutidos por conta das últimas revelações sobre espionagem


	Martin Schulz: presidente do PE reconheceu que "também há uma falta de confiança dentro da UE"
 (AFP)

Martin Schulz: presidente do PE reconheceu que "também há uma falta de confiança dentro da UE" (AFP)

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Da Redação

Publicado em 24 de outubro de 2013 às 15h54.

Bruxelas - O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, defendeu nesta quinta-feira que a negociação de um acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e EUA seja adiada como consequência da suposta espionagem por parte de Washington.

"Sejamos honestos, se vamos negociar e temos a sensação de que as pessoas com as quais negociamos sabem tudo o que queremos tratar, como vamos confiar?", disse Schulz depois de se reunir com os chefes de Estado e do Governo dos vinte E oito.

O presidente da Eurocâmara pediu que as negociações sejam adiadas e que os próximos passos sejam discutidos por conta das últimas revelações sobre a suposta espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA).

Schulz -que se disse grande defensor do acordo de livre-comércio entre a UE e EUA- ressaltou que se continuarem chegando novas notícias de espionagem, os críticos do acordo na Eurocâmara ganharão força.

Além disso, o presidente do PE transmitiu aos líderes da UE a chamada da Eurocâmara para que seja suspenso o acordo de transferência de dados bancários com os EUA, emoldurado na luta antiterrorista, até que se esclareça o escândalo de espionagem.

O assunto, sobre o qual se pronunciou na quarta-feira o plenário da Eurocâmara, está agora em mãos das outras instituições comunitárias, assinalou Schulz.

O presidente do PE reconheceu que "também há uma falta de confiança dentro da UE", ao ser questionado pelas informações relativas aos programas de espionagem britânicos.

"Necessitamos de transparência e regras claras para os serviços secretos", ressaltou Schulz.

O escândalo da espionagem americano centrou grande parte da atenção nas horas prévias à cúpula comunitária realizada hoje e amanhã em Bruxelas, embora não esteja previsto que se tome nenhum tipo de decisão com relação a isso, segundo fontes diplomáticas. EFE

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