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Papa revela que Vaticano tem 2 mil casos de abuso sexual

Ele informou, contudo, que mais funcionários estão sendo adicionados e que o Vaticano está "no caminho certo"

Papa Francisco admitiu também que o ritmo das investigações está lento. (Gregorio Borgia/Reuters)

Papa Francisco admitiu também que o ritmo das investigações está lento. (Gregorio Borgia/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 13 de maio de 2017 às 21h42.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco disse que o Vaticano tem 2 mil processos de casos de abuso sexual e admitiu que o ritmo está lento. Ele informou, contudo, que mais funcionários estão sendo adicionados e que o Vaticano está "no caminho certo".

O pontífice comentou as críticas de Marie Collins, uma irlandesa que renunciou à comissão de abuso sexual em março. Ela chamou, na época, de inaceitável a resistência do Vaticano de implementar as propostas do grupo para melhor cuidar das vítimas e proteger as crianças.

Segundo o Papa, Marie Collins é "uma grande mulher" e admitiu que estava "um pouco certa" ao reclamar do ritmo lento dos processos. O pontífice conversou com a imprensa no avião, ao retornar de Portugal, onde canonizou os pastorinhos Jacinta e Francisco Marto em missa campal na praça do Santuário de Fátima, na comemoração do centenário das aparições de Nossa Senhora do Rosário, em 13 de maio de 1917. Fonte: Associated Press.

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