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Países europeus defendem Groenlândia e pedem que EUA cooperem

'Cabe apenas à Dinamarca e à Groenlândia decidir sobre as questões que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia', diz a nota

Jens-Frederik Nielsen, chefe de governo da Groenlândia: Trump deu declarações sobre seu desejo de anexar o território (Oscar Scott Carl / Ritzau Scanpix / AFP/Getty Images)

Jens-Frederik Nielsen, chefe de governo da Groenlândia: Trump deu declarações sobre seu desejo de anexar o território (Oscar Scott Carl / Ritzau Scanpix / AFP/Getty Images)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h04.

Os governos de Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Polônia e Dinamarca defenderam nesta terça-feira, 6, a soberania da Groenlândia diante das pretensões dos Estados Unidos.

Em uma declaração conjunta, os países classificaram a segurança do Ártico como “uma prioridade” para a Europa.

“A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe apenas à Dinamarca e à Groenlândia decidir sobre as questões que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”, diz a declaração divulgada pelo governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

O documento foi apoiado pelo presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pela primeira-ministra italiana e pelo premiê polonês, Donald Tusk, o chefe do governo britânico, Keir Starmer, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

Tal declaração se deve às ameaças dos Estados Unidos de se apoderar desta ilha ártica por motivos de segurança nacional.

“A segurança no Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa e é essencial para a segurança internacional e transatlântica”, afirma a declaração.

Além disso, os parceiros lembram que a Otan “também deixou claro que a região ártica é uma prioridade e os aliados europeus estão intensificando seus esforços”.

“Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários. O Reino da Dinamarca, incluindo a Groenlândia, faz parte da Otan”, afirmam.

Os sete países consideraram que “a segurança no Ártico deve ser alcançada, portanto, de forma coletiva, em coordenação com os aliados da Otan, incluindo os EUA, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas”.

Entre esses princípios, citam “a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras”.

“Esses são princípios universais e não deixaremos de defendê-los”, alertam.

Nesse sentido, os signatários reconhecem que os Estados Unidos “são um parceiro essencial nesse esforço, como aliado da Otan” e pelo acordo de defesa entre Washington e Copenhague de 1951.

A Comissão Europeia apoiou Dinamarca e Groenlândia diante das pretensões de Trump, enquanto o presidente do governo autônomo da ilha, Jens-Frederik Nielsen, defendeu evitar o “pânico” e estreitar a colaboração com os Estados Unidos.

*Com informações da EFE

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