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Países da Otan vão enviar armas "mais pesadas" à Ucrânia

O Reino Unido já prometeu 14 tanques pesados Challenger 2 e a Polônia disse estar disposta a mandar 14 tanques Leopard 2, de fabricação alemã, se Berlim autorizar

Otan: as conversas serão focadas no envio de tanques pesados e sistemas modernos de defesa antiaérea (Getty Images/Getty Images)

Otan: as conversas serão focadas no envio de tanques pesados e sistemas modernos de defesa antiaérea (Getty Images/Getty Images)

A
AFP

18 de janeiro de 2023, 17h06

Os países-membros da Otan vão entregar à Ucrânia armas "mais pesadas e modernas" para que Kiev possa fazer frente, e de forma mais eficaz, às forças russas, anunciou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, nesta quarta-feira, 18.

"Nós nos reuniremos [na sexta-feira] em Ramstein [Alemanha] no grupo de contato para a Ucrânia, dirigido pelos Estados Unidos, e a mensagem principal será um apoio maior com armas mais pesadas e mais modernas", declarou Stoltenberg durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

As conversas serão focadas no envio de tanques pesados e sistemas modernos de defesa antiaérea.

O Reino Unido já prometeu 14 tanques pesados Challenger 2 e a Polônia disse estar disposta a mandar 14 tanques Leopard 2, de fabricação alemã, se Berlim autorizar.

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A dois dias da reunião na base militar americana de Ramstein, não diminui a pressão sobre o chanceler alemão, Olaf Scholz, para que permita o envio de tanques Leopard à Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, havia pedido nesta quarta-feira "celeridade na tomada de decisões" em relação à ajuda à Ucrânia, em intervenção por vídeo diante do Fórum de Davos.

"Seria muito perigoso subestimar a Rússia. Vladimir Putin prevê novas ofensivas e está disposto a sacrificar sua juventude. Mobilizou mais de 200 mil combatentes e está comprando armas de regimes autoritários como o Irã", alertou Stoltenberg.

"Estamos ficando sem tempo. A situação é urgente. A Ucrânia precisa de mais apoio. É uma luta por nossos valores. A democracia deve prevalecer sobre a tirania", insistiu o secretário-geral da Otan.