ONU afirma que situação na Síria não é boa

Mais de 120 civis foram mortos em oito dias de um cessar-fogo considerado frágil

Damasco - Os opositores ao regime de Bashar al-Assad convocaram para esta sexta-feira novos protestos na Síria, onde a situação não é boa, nas palavras do porta-voz do emissário internacional Kofi Annan, com mais de 120 civis mortos em oito dias de um cessar-fogo considerado frágil.

Dez membros das forças de ordem morreram nesta sexta-feira na explosão de uma bomba na região de Quneitra (sul), informou a televisão pública.

"Um grupo terrorista armado explodiu uma carga de 100 kg em Sahm al Jolan, na região de Quneitra, matando dez membros das forças de ordem", afirmou a emissora.

A situação na Síria "não é boa", afirmou nesta sexta-feira o porta-voz do emissário especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Ahdmad Fawzi fez a declaração em uma entrevista coletiva em Genebra, durante a qual também reconheceu que todos os dias há novas vítimas.

Ao mesmo tempo que a violência continua, o governo sírio assinou na quinta-feira um acordo com a ONU para a missão de observadores internacionais que deve verificar a aplicação efetiva do cessar-fogo.

O acordo diz respeito aos membros da missão que já estão na Síria (sete), assim como à missão completa, formada por 300 observadores e que ainda precisa ser autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Nos preparamos para o deslocamento, já que acreditamos que a autorização chegará", disse o porta-voz de Annan.

O acordo afirma que os observadores terão liberdade absoluta de movimentos e poderão entrar em contato com todas as pessoas.

Os bombardeios prosseguiam na região de Idleb (noroeste) e em Homs, cidade chamada de capital da revolução, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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